Premier do Paquistão, Sharif, e presidente do Irã, Pezeshkian, defendem diálogo sobre ataques e Ormuz em meio ao fim do cessar-fogo

Resumo: O Paquistão, por meio do premier Shehbaz Sharif, e o Irã, representado por Masoud Pezeshkian, discutiram, por telefone, a escalada no Oriente Médio, com foco no Estreito de Ormuz, defendendo o retorno à diplomacia para evitar uma expansão do conflito entre EUA e Irã.
Durante a ligação, os dois líderes reiteraram a necessidade de moderação e de diálogo para preservar os avanços de paz obtidos nos últimos meses. Sharif ressaltou, em sua rede social, a importância de manter a estabilidade regional diante da complexidade da situação.
“Conversei hoje com meu irmão, o presidente Dr. Masoud Pezeshkian do Irã. Discutimos a evolução da situação regional e ressaltamos a importância da moderação, do diálogo e da diplomacia para salvaguardar as conquistas de paz arduamente alcançadas nos últimos meses”, escreveu.
O premiê paquistanês reforçou a disposição de Islamabad em continuar atuando como mediador entre as partes envolvidas no conflito.
Papel do Paquistão
- Desde o início da guerra entre EUA e Irã, o Paquistão tem atuado como interlocutor-chave nas negociações.
- Islamabad mediou o primeiro cessar-fogo temporário e participou de tratativas que resultaram em fases subsequentes de trégua.
- Sharif já apontou a possibilidade de um entendimento preliminar para um cessar-fogo “em todos os lugares”, incluindo frentes como o Líbano.
- A capital paquistanesa sediou encontros entre delegações iranianas e norte-americanas durante as negociações.
- O acordo de 17 de junho previa uma trégua de 60 dias, até meados de agosto, para buscar solução definitiva.
- Apesar disso, os confrontos foram retomados em 7 de julho, levando Trump a declarar o fim do cessar-fogo em 9 de julho.
Nova escalada
A conversa ocorreu em meio ao endurecimento do conflito entre Washington e Teerã. O presidente dos EUA, em seu segundo mandato presidencial, afirmou que o governo manteve as negociações com o Irã, porém considerou encerrado o cessar-fogo entre as duas nações.
“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as ‘conversas’. Concordamos em fazê-lo… os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU.”
Os EUA intensificaram, nesta semana, bombardeios contra o Irã após Teerã atacar embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. Segundo o Centcom, ao menos 170 alvos foram atingidos.
O Irã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas no Catar, Kuwait e Bahrein.
O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohammad Baqer Zolqadr, avisou que qualquer ataque contra a infraestrutura iraniana será respondido “na mesma moeda” e indicou que Israel pode voltar a ser alvo de retaliações.


Encerramento O momento demanda leitura atenta sobre o papel do Paquistão como mediador e sobre as perspectivas de desescalada entre EUA, Irã e seus aliados na região. Qual a sua leitura sobre esse esforço diplomático e as próximas etapas?
Como você vê o equilíbrio entre pressão militar e diplomacia para trazer estabilidade ao Estreito de Ormuz e às negociações regionais? Compartilhe sua opinião nos comentários.
