
O publicitário Thiago Miranda anunciou o encerramento da agência Mithi após a Polícia Federal investigá-lo no âmbito do caso Master. Em comunicado, ele afirma que, depois de 10 anos à frente da empresa, fará um ano sabático antes de pensar em um novo projeto.
A PF mira a atuação da agência na contratação de influenciadores para defender o banqueiro Daniel Vorcaro e atacar o Banco Central, além de promover pressão contra jornalistas. Miranda e a Mithi aparecem entre os alvos das apurações.
As investigações também apontam para a possibilidade de uso de informações sigilosas para pressionar adversários, incluindo a construção de um dossiê contra Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, segundo as autoridades.
No início da semana, o ministro do STF André Mendonça determinou a apreensão do passaporte de Miranda, após informações de uma viagem ao exterior nos próximos dias.
Em entrevista, o publicitário afirma estar bem, realizado e cansado após uma década de atuação intensiva, reforçando a vontade de um “ano sabático” antes de planejar o próximo negócio. “Estou cansado. Foram 10 anos ininterruptos, vivendo a agência 24 horas por dia, sem parar. Agora, quero aproveitar um ano sabático”, disse.
A investigação continua, com a PF destacando o papel da Mithi na promoção de campanhas ligadas a Vorcaro e na tentativa de desqualificar instituições públicas, além de envolver jornalistas na narrativa dos envolvidos.
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