Abusado na infância, homem deixa atração homossexual através da oração: “Fui libertado”

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Ron cresceu nos Estados Unidos em um lar amoroso, mas aos 8 anos tornou-se vítima de abuso sexual por um garoto mais velho. O abuso, aliado à manipulação e às ameaças do agressor, moldou uma trajetória marcada por segredo, vergonha e conflitos profundos com a própria identidade.

Segundo Ron, o agressor o orientava a manter o segredo, dizendo que as pessoas o achariam sujo se soubessem. “Ele me disse para manter segredo, porque as pessoas achariam que eu era sujo se soubessem. E se eu dissesse qualquer coisa, eles me culpariam. Eu só sentia que eu estava sujo e envergonhado. Então, nunca contei para ninguém. Eu tinha medo que as pessoas descobrissem”, relatou, em entrevista à CBN News.

Na adolescência, o trauma levou Ron a acreditar que era gay. “Ele me molestou dos 8 até os 12 anos. Cheguei a um ponto em que meu corpo estava reagindo, então comecei a gostar”, lembrou. “Então, conforme fui crescendo, na adolescência, o meu único relacionamento sexual foi com um garoto. Depois isso, comecei a querer relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo – eu não olhava para garotas”, acrescentou. “Eu não queria ser gay, continuei lutando contra isso, mas achava que era assim que eu era”, afirmou.

Mais tarde, Ron manteve um relacionamento escondido com outro jovem por quatro anos. “Quando comecei a trabalhar no meu primeiro emprego, conheci um cara lá, e depois eu e ele acabamos começando um relacionamento durante a escola, escondemos isso de todo mundo”, revelou, descrevendo o período em que vivia uma vida dupla.

Ao terminar o ensino médio, ele ingressou no Exército americano tentando superar a atração que o marcava. “Quando entrei, esperava que eu pudesse recomeçar, conhecer uma garota e não ser gay. E eu só tentava fugir de tudo. Mas quando cheguei ao meu posto permanente, descobri que não dá para fugir das coisas que estão dentro de você”, afirmou.

Estresse Pós-Traumático e álcool. Ron participou de missões no Iraque e a experiência só piorou sua saúde emocional, sofrendo de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. “Para lidar com os traumas da guerra e do abuso na infância, Ron recorreu ao álcool. Depois de cumprir serviço militar, ele se casou e formou uma família, na esperança de construir uma vida normal.” Ainda assim, as atrações pelo mesmo sexo nunca diminuíram: “mas as atrações pelo mesmo sexo nunca diminuíram, jamais desapareceram. O tempo todo que estive com ela, fantasiei que estava com homens. Eu me senti atormentado e mal por estar mentindo para ela, e isso afetou muito nosso casamento”, relatou.

O homem acabou se divorciando. Aos 28 anos, ele aceitou Jesus como seu Salvador, parou de beber álcool e passou a frequentar uma igreja. Através do estudo da Palavra e da oração, Ron sentiu-se livre da homossexualidade. Mais tarde, entretanto, quando se casou com Nichole — uma mulher que conheceu na igreja — as fantasias com homens voltaram a lhe atormentar. “Aqueles demônios voltaram dizendo: ‘Por que você se casou de novo? Você é gay. Você está vivendo uma mentira de novo. Você vai ser infeliz de novo’.” E então começou a ser muito atacado na minha mente, tendo sonhos e pesadelos”, relatou.

Nichole decidiu apoiar o marido e sugeriu que intercedessem pela libertação junto aos pais dela. “Então, começamos a orar. Senti como se estivesse uns 22 quilos mais leve. Como se a névoa tivesse se dissipado. Senti um alívio instantâneo, uma sensação de liberdade”, testemunhou. Ao se render totalmente ao Senhor, Ron finalmente se sentiu livre das mentiras que o aprisionaram por 40 anos.

“Sou 100% heterossexual. Livre. Feliz. Amo minha esposa, temos um casamento feliz”, enfatizou. “Fui libertado e redimido por Cristo. Essa é a mensagem que recebo e é a mensagem que tento compartilhar com os outros”, finalizou.

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