Argentina ou Espanha? Pré-candidatos ao governo de MG revelam torcida

Escrito por: Diógenes Cunha

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Belo Horizonte – a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, marcada para este domingo (19/7), domina a agenda política de Minas Gerais. Doze pré-candidatos ao governo foram questionados sobre o assunto; dois não responderam: o deputado federal Patrus Ananias (PT) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Outros dois responderam, porém optaram por não tomar partido: Gabriel Azevedo (MDB) disse torcer apenas por duas camisas — Atlético e Brasil —, e a professora Maria da Consolação (Psol) confessou desânimo com o duelo, citando a intervenção do presidente Donald Trump para anular a expulsão de um jogador dos EUA.

Entre os argentinos, a maioria dos entrevistados se declarou torcedora da Argentina de Lionel Messi, citando motivos que vão desde a admiração pelo futebol até vínculos pessoais no país. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) afirmou que torce pela Argentina por manter uma relação estreita com a seleção desde que o CT que ele ajudou a construir passou a recebê-los, em 2014. Vittorio Medioli (PL) também fica com a Albiceleste, dizendo que, na ausência da nossa seleção, prefere os argentinos por amizades e contatos no esporte e nos negócios. A educadora Indira Xavier (UP) sustenta uma solidariedade regional, destacando a importância da vitória da Argentina sobre a Inglaterra nas Malvinas como referência histórica. Aos olhos de Túlio Lopes (PCB), o apoio é “crítico” e ligado a uma dinâmica regional, citando questões indígenas, a pauta das Malvinas e a cautela com algunos cantos da torcida e com a tentativa de apropriação de Milei.

Tal qual é comum a partidos de esquerda radical quando decidem apoiar candidatos contrários às suas pautas, o professor Túlio Lopes (PCB) garantiu “um apoio crítico a Argentina, por ser um país da América Latina que tem vários jogadores indígenas, tem a pauta das Malvinas, mas crítico porque conta com uma série de cantos de parte da torcida e pela tentativa de apropriação do Milei”.

Já o minerador Rafael Duda (PSTU) atribui o peso da torcida ao talento de Messi: “É um futebol bonito, pô!”

Entre os espanhóis — ou quem pensa em torcer por eles — o governador Mateus Simões (PSD) não esconde alguma curiosidade pelo evento, mas não garantiu torcida aberta pela Espanha, citando dificuldades de torcer pela Argentina. O ex-procurador-geral de Justiça de MG Jarbas Soares (PSB) recorre à matemática: Espanha ganhou apenas uma Copa, Argentina soma três, o que, para ele, deixaria o Brasil mais à vontade em relação à líder histórica. “Não são seleções da minha preferência; estava torcendo para a Inglaterra há 60 anos, mas, neste caso, torcerei pela Espanha. A Argentina já está contemplada com o tri”, afirmou. Já Ben Mendes (Missão) diz que prefere a Espanha, mas, por ter o filho fã de Messi, evita manifestar- se de forma contundente para não desagradar a criança.

E você, em qual seleção vai apostar neste duelo que costuma mexer com o humor de torcedores e de possíveis gestores públicos? Deixe sua opinião nos comentários e conte como a Copa pode influenciar, ou não, a sua leitura sobre o cenário político local.

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