Extrema-direita troca discurso de ruptura por disputas internas, aponta análise
25/07/2026 13:18
, atualizado 25/07/2026 13:21

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a direita que se consolidou nos últimos anos como movimento de contestação está passando por uma transformação: o discurso de ruptura parece ser substituído por disputas internas de poder, com foco na manutenção de votos conservadores. Em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito como o candidato “contra tudo isso que está aí”, apresentando uma narrativa de outsider que, segundo a análise, impulsionou o bolsonarismo.
A mudança de tom aponta para uma transição de postura: de desafiar a ordem para gerir a administração pública, de modo a assegurar a continuidade do apoio conservador. A rebeldia, que outrora era a marca, cedeu espaço à estratégia de preservação do poder, com ataques ao STF limitados aos desdobramentos judiciários envolvendo a ex-primeira família.
As redes sociais ampliaram esse ecossistema, fortalecendo a produção de conteúdo, a monetização de audiências e a mobilização constante. A agenda anticorrupção, que já esteve no centro, passou a conviver com escândalos e a manter uma dinâmica de atenção pública, alimentando a ideia de uma economia da atenção.
Sem a figura central de Jair Bolsonaro, o movimento se fragmentou em lideranças como Zema, Caiado, Michelle e Renan Santos, buscando manter o legado e o acesso aos espaços de poder. O resultado é a transição de uma pauta de ruptura para um comportamento mais próximo do que se chamaria de canibalismo político, segundo a análise apresentada.
Crédito: FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
