Defesa de Bolsonaro recorre de decisão que suspendeu visitas de Flávio

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O ministro Alexandre de Moraes manteve Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e impôs novas restrições. Por 30 dias, ele fica sem poder receber visitas, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas; o filho Flávio Bolsonaro permanece sem visitar o pai por 90 dias, após a divulgação de uma carta de apoio escrita pelo ex-presidente.

Manoela Alcântara

O senador Flávio Bolsonaro teve as visitas ao seu pai, Jair Bolsonaro (PL), suspensas por 90 dias após publicação de carta de apoio

Reprodução/Redes sociais
Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência -- Metrópoles

A decisão de Moraes veio depois que Flávio Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita do pai em apoio à sua candidatura. O ministro considerou esse ato como desvio de finalidade do exercício do direito de visita, mantendo o foco na necessidade de cumprir as regras impostas ao regime de prisão domiciliar.

Defesa de Jair Bolsonaro sustenta que a medida é desproporcional e que o ex-presidente não tinha ciência de como a carta seria divulgada, além de não haver acordo prévio para uso em redes sociais. Os advogados citam precedentes apontando que casos semelhantes tiveram tratamento diferente no passado.

Entre as determinações da decisão estão: a suspensão do direito de receber visitas por 30 dias, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas; Flávio Bolsonaro permanece sem poder visitar o pai por 90 dias; proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim de 2026; e proibição da divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, até o fim das eleições de 2026.

Moraes destacou que a observância estrita das condições fixadas é essencial para manter o regime de cumprimento atual. O ministro ressaltou que eventual descumprimento pode levar à reavaliação do benefício, incluindo a possibilidade de reversão da prisão domiciliar humanitária para regime fechado. Ele lembrou ainda que as justificativas apresentadas pela defesa, de que Bolsonaro não sabia da divulgação, são contraditórias.

Segundo Moraes, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária desde 27/3/2026, convivendo com a esposa, a filha e a enteada, com vigilância diária de agentes de segurança. O ministro observou que, desde o início da medida, Bolsonaro recebeu 185 visitas, desconsiderando as da esposa e de familiares próximos, e reiterou que a situação é diferente de outras pessoas presas, mas que os benefícios não podem se tornar privilégio, nem violar a lei.

Fica evidente, portanto, que novas discussões poderão surgir sobre o equilíbrio entre direitos de expressão, visitas e o cumprimento das determinações judiciais. E você, o que pensa sobre o uso de conteúdo familiar em campanhas políticas dentro de um regime de prisão domiciliar? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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