O governo dos EUA concedeu residência permanente a Eduardo Bolsonaro, abrindo a possibilidade de viver, trabalhar e estudar no país sem novas autorizações. A decisão, anunciada neste mês de julho de 2026, lhe confere direitos próximos aos de um cidadão, com exceção do voto local, conforme apuração da Folha de S. Paulo.
Com o green card, Eduardo poderá morar nos EUA com prerrogativas similares às de um cidadão americano. A licença veio após o cumprimento de uma série de exigências legais, segundo Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar, que afirmou ainda que Eduardo está “protegido pela Constituição americana”.
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Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo
CONDENADO PELO STF
A concessão do documento ocorre pouco depois de Eduardo Bolsonaro ter sido condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado, pelo crime de cooptação no curso do processo, na linha de uma investigação ligada à tentativa de golpe de Estado envolvendo Jair Bolsonaro.
Segundo a decisão da Suprema Corte, ficou comprovado que Eduardo atuou para interferir no julgamento, com declarações públicas e postagens que teriam relação com articular sanções a autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos.
Para analistas, a extradição para cumprir a pena no Brasil já era considerada improvável, dada a proximidade diplomática entre a administração norte-americana e o ex-parlamentar. Com o green card, esse cenário se torna ainda menos provável.
Eduardo tem dito ser alvo de perseguição política, justificando sua saída do Brasil como forma de evitar um suposto “regime de exceção” e de um sistema que ele classifica como desumano.
O caso desperta um debate sobre as relações entre Brasil e EUA e como decisões migratórias e judiciais podem se cruzar com a diplomacia. E você, o que pensa sobre o tema? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
