Centrão aposta na neutralidade para viabilizar candidaturas ao Congresso em 2026
Resumo – Partidos do Centrão sinalizam posição de neutralidade na corrida presidencial de 2026, priorizando alianças para o Congresso e a governabilidade nos estados. Convenções seguem até 5 de agosto, e a prioridade é fortalecer palanques locais, em vez de apoiar publicamente os atuais favoritos, Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, o Centrão busca manter portas abertas para acelerar acordos que viabilizem candidaturas ao Congresso Nacional, mantendo flexibilidade para negociações regionais. O PT, por sua vez, tem adotado tom mais discreto nos avanços federais com partidos do Centrão, priorizando alianças de esquerda para o palanque nacional, enquanto o PL intensifica a busca por apoio de siglas de centro, até mesmo cogitando a indicação da vice-presidência.
PL em jogo – O PL, liderado por Valdemar Costa Neto, tem tentado consolidar apoio de legendas do Centrão, com a ideia de manter neutralidade para viabilizar candidaturas em todos os estados. O favorito da legenda para compor a chapa, Daniella Marques, enfrenta resistências tanto no próprio PL quanto em partidos vizinhos, enquanto a definição fica a cargo de Flávio Bolsonaro. Em conversas com o Republicanos e o Podemos, o diálogo não converteu em apoio, mantendo o cenário de neutralidade como tendência.
Valdemar Costa Neto indicou que a decisão final sobre alianças caberá a Flávio Bolsonaro, destacando que será “uma escolha pessoal” do pré-candidato. O Centrão também tem sinais de que outras siglas, como o MDB, deverão manter posição de neutralidade, com o mesmo comportamento esperado para Solidariedade e PRD.
PSD e realidades locais – O PSD, único partido do Centrão com candidatura própria, terá Ronaldo Caiado (GO) como cabeça da chapa, com Gilberto Kassab como vice. A formação de palanques não deve ignorar a dinâmica local: o PSD já demonstra proximidades diversas, inclusive com bolsonaristas em alguns estados e com Lula em outros. No Rio de Janeiro, por exemplo, Eduardo Paes, do PSD, tem posicionamento lulista, o que impacta possíveis acordos com Caiado, que não deverá ter palanque de Paes no estado.
Um cenário diferente de 2022 – O atual contexto difere do ciclo anterior, quando o Centrão formou alianças para reeleger Bolsonaro e manter Lula fora do Palácio do Planalto. Em 2022, o PP, Republicanos e PL atuaram em conjunto para a candidatura de Bolsonaro, enquanto outros partidos seguiram caminhos independentes. O dinamismo atual privilegia o pragmatismo e a busca por maior representatividade no Congresso, com ênfase nas disputas regionais.
Apoios em 2022
Quem apoiou Bolsonaro no primeiro turno em 2022
- PL
- PP
- Republicanos
Quem apoiou Lula no primeiro turno de 2022
- PT
- PV
- PCdoB
- Psol
- Rede
- PSB
- Avante
- Solidariedade
- Pros
- Agir
A percepção é de que, hoje, o Centrão atua com maior cautela, priorizando a viabilidade de candidaturas ao Congresso e a manutenção de palanques locais estáveis, antes de fechar apoio direto aos nomes que lideram as pesquisas nacionais. O debate sobre alianças continua aberto, com decisões que devem se consolidar ao longo das próximas semanas. Participe você também da discussão nos comentários.
Fonte: informações com base em reportagem publicada pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal
