Fiel destrói celular para esconder que pastores estupraram 6 menores

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A Polícia Civil concluiu um inquérito que investiga uma série de crimes sexuais envolvendo Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamyla Moraes de Souza, líderes religiosos de uma igreja em Roraima. O trabalho aponta que adolescentes — entre 12 e 17 anos — foram manipuladas e abusadas, e que algumas das vítimas ajudaram a destruir provas, como celulares, para dificultar as investigações.

A apuração teve início após o registro de um boletim de ocorrência de uma adolescente de 14 anos, em abril, e contou com o depoimento de outras cinco vítimas. A DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) identificou a utilização da posição de liderança religiosa para ganhar a confiança das famílias, inclusive oferecendo vantagens financeiras por meio de Pix e transferências para silenciar os relatos.

Entre as evidências há imagens que mostram a tesoureira — também menor de idade — gravando e incentivando uma vítima a destruir o celular com martelo. “Meu amor, quebra mais. Ainda não é suficiente”, ouve-se, enquanto a outra jovem golpeia o aparelho. A justificativa religiosa era usada para manter as vítimas em silêncio e justificar o comportamento dos líderes.

Ao longo da investigação, a polícia identificou crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual, fraude processual e registro não autorizado de intimidade. Além disso, o relatório aponta que a estrutura de autoridade dentro da igreja dificultou a revelação dos fatos, com fiéis sendo desencorajados a questionar os líderes.

Ao final, Wenderson Lima foi indiciado pelos delitos mencionados, e Arielly Kamyla deverá responder, em tese, por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, com pedido de prisão preventiva já apresentado, e a análise permanece em tramitação pela Justiça.

Este caso evidencia como o abuso de poder religioso pode esconder crimes contra adolescentes e reforça a necessidade de vigilância das autoridades, além da participação ativa da sociedade na denúncia. Qual é a sua opinião sobre o tema e o papel da comunidade na proteção de crianças e jovens? Comente abaixo e compartilhe suas reflexões.

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