Flávio Bolsonaro perde 20 pontos em votos na direita; mas Caiado, Zema e Renan não conseguem obter os votos

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Resumo: a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra Lula à frente com 40% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 28%. Os pré-candidatos da chamada “terceira via” não conseguiram capitalizar a queda de apoio ao PL. Indecisos somam 11%, e a distância para o primeiro turno entre Lula e o principal oponente ampliou de 5 para 12 pontos desde abril. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

O cenário aponta Lula mantendo vantagem estável no cenário nacional, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro perde força para seus correligionários. O placar atual mostra Lula com 40% e Bolsonaro com 28%, e o abismo para os adversários diretos continua significativo. Em abril, a diferença entre eles era de 5 pontos; agora, está em 12, refletindo a persistência de apoio ao petista e a dificuldade de consolidar o eleitorado da direita não bolsonarista em torno de um candidato único.

A pesquisa aponta ainda que não houve transferência expressiva de eleitores de Flávio Bolsonaro para Ronaldo Caiado, Renan Santos ou Romeu Zema. Entre esse grupo de pré-candidatos, Caiado, Renan e Zema oscilam entre 2% e 4% das intenções de voto, deixando claro o desafio de formar uma alternativa viável à polarização. Em paralelo, 11% dos entrevistados são indecisos e 8% afirmam que votariam nulo, em branco ou não compareceriam às urnas.

O recuo de Flávio Bolsonaro ganha contornos com a percepção de fragmentação da direita e o baixo conhecimento nacional sobre os concorrentes. Entre os eleitores da direita não bolsonarista, o apoio a Flávio caiu 21 pontos, de 74% em maio para 53% hoje. Esse continua sendo o pior desempenho nesse contingente desde dezembro de 2025, enquanto Zema fica com 6%, Caiado com 5% e Renan Santos com 4% entre os votos dessa base.

O recuo de Flávio está ligado às controvérsias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o financiamento do filme do pai e a briga pública com Michelle Bolsonaro. Além disso, o índice de desconhecimento entre os potenciais eleitores também pesa: 44% não conhecem Caiado, 50% não conhecem Zema e 77% não sabem quem é Renan Santos.

No campo da fidelidade e da rejeição, Lula mantém alta mobilização entre os eleitores convictos, subindo de 71% para 77%. Já o apoio a Flávio tende a diminuir: 62% dos eleitores podem ainda mudar de opinião, ante 37% que afirmam que votarão no mesmo candidato. A rejeição a Flávio segue em ascensão, enquanto Lula registra recuo leve no mesmo período (de 53% para 50%). Entre os apoiadores de Caiado, Renan e Zema, a intenção de trocar de candidato também é alta: 57%, 65% e 70%, respectivamente, sinalizando volatilidade significativa fora da polarização.

A pesquisa, registrada no TSE como BR-07181/2026, foi realizada com 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os resultados reforçam a dificuldade de consolidar uma alternativa viável à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, mesmo com as tensões recentes na direita. E você, qual caminho acredita que o eleitorado vai seguir nas próximas pesquisas?

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