Moema Gramacho afirma que a política nunca foi instrumento de riqueza

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Moema Gramacho (MDB), ex-prefeita de Lauro de Freitas, aborda a repercussão da ausência de bens declarados em seu registro de candidatura, após o painel DivulgaCand, do TSE, indicar patrimônio zerado. Ela afirma ter vivido do salário, sustenta uma família grande e defende que a política não deve ser fonte de enriquecimento pessoal. Gramacho também enfatiza a transparência de sua gestão de 16 anos à frente da prefeitura.

Lauro de Freitas – A candidata explicou que sempre viveu do próprio salário e que construir patrimônio pessoal nunca foi o objetivo de sua atuação pública. A repercussão, segundo ela, ocorreu após o painel DivulgaCand indicar que não possuía bens em seu nome.

Ao comentar o tema, Moema recorreu a um ensinamento que diz ter recebido do pai. “A herança que meu pai me deixou foi um travesseiro de ouro. Ele sempre dizia que a nossa maior riqueza era poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila, porque a honestidade sempre recompensaria. É esse ensinamento que carrego comigo até hoje”, afirmou.

A candidata destacou ainda que, embora tenha apenas uma filha, sempre ajudou a sustentar uma família numerosa. “Sempre vivi do meu salário e, apesar de ter apenas uma filha, sustentei e sustento uma família numerosa, buscando oferecer a eles o conforto e a dignidade que merecem. Ajudar as pessoas a terem sustento, dignidade e o mínimo de conforto sempre foi prioridade para mim. Enriquecer através da política, nunca”, declarou.

Gramacho afirmou ter conduzido suas gestões com transparência e respeito ao dinheiro público ao longo dos 16 anos à frente da Prefeitura de Lauro de Freitas. Para ela, a repercussão em torno da falta de patrimônio revela uma inversão de valores no debate público. “O que me espanta é a inversão de valores. Parece chamar mais atenção à ausência de acúmulo de bens de uma mulher que dedicou décadas à vida pública do que ao enriquecimento de alguns políticos sem justificativa e sem sequer prestar contas adequadamente sobre o uso do dinheiro público. A política, para mim, nunca foi instrumento de enriquecimento pessoal. Sempre foi instrumento para transformar a vida das pessoas”, concluiu.

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