Brasil
Gleisi disse que Flávio “é ignorante”, depois que ele chamou a Lei Maria da Penha de “pedaço de papel”, durante evento do PL neste sábado
Resumo rápido: a discussão sobre a Lei Maria da Penha ganhou novo impulso após Gleisi Hoffmann, do PT, responder a Flávio Bolsonaro, presidente do PL, que chamou a lei de “pedaço de papel”. A deputada defendeu a legislação, reconhecida pela ONU, e destacou seus avanços na proteção de mulheres.
Na noite de sábado, 18/7, Gleisi usou o X para contestar as declarações de Flávio Bolsonaro, chamando-o de “ignorante” e reforçando a importância da lei, criada há quase 20 anos. Ela lembrou que a Maria da Penha estruturou uma rede de proteção às vítimas, com patrulhas especializadas, delegacias da mulher, juizados de violência doméstica, medidas protetivas de urgência e a possibilidade de prisão de agressores.
A deputada também ressaltou que a legislação é reconhecida pela ONU como uma das mais avançadas do mundo, destacando seu papel vital no enfrentamento da violência e do feminicídio, sobretudo em um momento de crescimento dessas violações.
Mais tarde, durante encontro estadual do PL no Espírito Santo, Flávio Bolsonaro voltou a atacar a Lei Maria da Penha, defendendo medidas mais duras para proteger as mulheres. Em seu discurso, ele afirmou que “a gente tem lei no Brasil e esses marginais vão ter que ficar, sim, muito mais tempo presos, não vai mais sair em audiência de custódia” e que “esse pedaço de papel” não defenderá as mulheres; a sua visão é que Lorenzo Pazolini e, futuramente, o governo do estado, devem implementar ações mais efetivas em todo o país.
Além disso, Flávio acrescentou que as políticas de endurecimento penal devem acompanhar a atuação do governo para ampliar a proteção às mulheres, argumentando que a aplicação da lei depende de medidas administrativas e políticas públicas além do texto legal.
E você, como vê o papel da Lei Maria da Penha na proteção das mulheres hoje? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre ações efetivas para combater a violência e fortalecer a proteção às vítimas.
