Resumo: Casa de Oxumaré, um dos terreiros mais antigos do Brasil e patrimônio cultural reconhecido pelo IPHAN, celebra 190 anos neste sábado, em Salvador. A programação envolve autoridades, cerimônias oficiais, lançamento do selo “Patrimônios Negros do Brasil” dos Correios e homenagens à história da casa.
Salvador recebe neste sábado uma celebração histórica: a Casa de Oxumaré, um dos terreiros de Candomblé mais antigos do país, comemora 190 anos. A cerimônia está prevista para as primeiras horas do dia e reúne autoridades, lideranças religiosas, pesquisadores e representantes da cultura de várias regiões do Brasil.
Segundo informações divulgadas pelo g1, parceiro do PrimeiroJornal, a programação começa às 8h e envolve a participação de autoridades, lideranças religiosas, pesquisadores e representantes da cultura de diferentes regiões do país. Entre as presenças já confirmadas está a da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Fundada em 1836, a Casa de Oxumaré consolidou-se como referência na preservação da ancestralidade africana e na transmissão de saberes entre gerações. Durante as comemorações, o terreiro receberá o título honorário de Promotora da Igualdade Racial, concedido pelo MIR, Ministério da Igualdade Racial.
A cerimônia também contará com a participação da Polícia Militar da Bahia no hasteamento das bandeiras. No âmbito cultural, será lançado o primeiro selo da série filatélica “Patrimônios Negros do Brasil”, dos Correios, com o tema “Patrimônio e Ancestralidade Religiosa”. A mensagem gravada no selo diz que “Toda casa centenária já foi uma pequena comunidade”; o item ficará disponível para venda nas agências por cinco anos.
Às 20h, está programada a celebração Ajodún, dedicada aos Orisás e aos 190 anos da Casa de Oxumaré. Participam, ainda, Sônia Faustino (secretária-executiva do Ministério das Comunicações), Ludymilla Chagas (chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério das Comunicações), Emmanoel Schmidt Rondon (presidente dos Correios), João Jorge Rodrigues (presidente da Fundação Cultural Palmares), Paulo Germano (presidente do ITCD/CRC) e um representante do Ilê Alaketu Asé Omi D’ayó, de Goiás.
Conforme informações divulgadas pelo g1, parceiro do PrimeiroJornal, a programação evidencia o papel da cultura afro-brasileira na formação histórica do país e reforça o papel do Estado na preservação de patrimônios imateriais.
