Gordura abdominal e baixa vitamina D elevam o risco de mortalidade após os 50

Escrito por: Diógenes Cunha

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Close-up das mãos segurando a barriga com gordura. Gordura abdominal.
Unsplash

Um estudo publicado na revista Diabetes, Obesity and Metabolism aponta que a combinação de obesidade abdominal e deficiência de vitamina D aumenta o risco de mortalidade entre adultos com 50 anos ou mais. A pesquisa acompanhou 5.520 participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) ao longo de seis anos, em um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Os resultados mostram que pessoas com as duas condições tinham um risco de morte 123% maior do que aquelas sem nenhuma das situações. Quando avaliadas isoladamente, a obesidade abdominal elevou o risco em 47%, e a deficiência de vitamina D, até 81%.

Os pesquisadores destacam que as duas condições potencializam seus efeitos quando ocorrem juntas. O coordenador do estudo, Tiago Silva Alexandre, explica que a gordura acumulada na região abdominal dificulta a atuação da vitamina D no organismo, já que parte da vitamina fica armazenada nas células de gordura e deixa de circular no sangue.

Além disso, pessoas com obesidade apresentam menor atividade de enzimas responsáveis pelo metabolismo da vitamina D, o que reduz ainda mais sua disponibilidade. Em comunicado, Alexandre ressalta que a deficiência de vitamina D pode prejudicar o sistema imunológico e agravar a inflamação crônica associada ao excesso de gordura.

A vitamina D desempenha funções relevantes na regulação da pressão arterial, da frequência cardíaca, do sistema imunológico, do sistema nervoso e do sistema endócrino. A equipe já havia mostrado, em estudos anteriores, que a deficiência do hormônio está associada à perda de força muscular, à diminuição da velocidade de caminhada, à maior dependência nas atividades diárias e ao maior risco de declínio cognitivo.

Quanto aos próximos passos, os pesquisadores defendem que acompanhar os níveis de vitamina D e controlar o excesso de gordura abdominal pode ajudar a reduzir o risco de complicações relacionadas ao envelhecimento. Eles ressaltam a necessidade de novos estudos para entender melhor a interação entre essas condições e orientar estratégias de prevenção.

Publicação: Diabetes, Obesity and Metabolism, 6 de maio. Baseado no English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), com apoio da Fapesp e parceria entre a UFSCar e a University College London.

Crédito: Unsplash

PALAVRAS-CHAVE: obesidade abdominal, vitamina D, mortalidade, envelhecimento, ELSA, UFSCar, UCL, Fapesp

META DESCRIÇÃO: Estudo com 5,5 mil adultos aponta que obesidade abdominal associada à deficiência de vitamina D aumenta o risco de mortalidade.

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