Governo, Câmara e bancada do agro fecham acordo para refinanciamento das dívidas dos produtores rurais

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo rápido: Governo e bancada ruralista fecharam um acordo para facilitar a renegociação de dívidas do setor rural, por meio de uma medida provisória que reduz juros para quem refinancia seus débitos, com atenção especial aos estados mais impactados pela crise climática.

A decisão foi tomada após uma reunião que reuniu o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a senadora Tereza Cristina, o deputado Arnaldo Jardim, o líder do governo, Paulo Pimenta, e o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães. O encontro definiu os parâmetros da medida e o caminho para sua tramitação.

O texto prevê que os juros variem conforme o programa: 5% para produtores do Pronaf (agricultura familiar), 8% para o Pronamp (apoio ao médio produtor) e 11% para os demais. Essa diferenciação visa atender principalmente agricultores de estados atingidos por crises climáticas, como o Rio Grande do Sul. A expectativa é que a medida amplie a renegociação de dívidas rurais, ajudando quem viveu perdas significativas.

Segundo o governo, o objetivo é chegar a cerca de R$ 100 bilhões em renegociação. O custo fiscal ainda não foi divulgado pela equipe econômica, que ressalta a importância de equilibrar proteção ao produtor e responsabilidade fiscal. O ministro Durigan destacou que o acordo exigiu concessões de todos os lados e que o resultado busca atender a maioria dos produtores sem excluir quem mais precisa.

Entre os pontos-chave, o acordo prevê o uso de uma medida provisória para: financiamento refinanciado em até dez anos, com dois anos de carência e sem entrada. Os limites por beneficiário são: Pronaf: R$ 400 mil, Pronampe: R$ 2 milhões e demais: R$ 4 milhões. Para produtores que apresentarem perdas de renda bruta de 30% em duas safras, o prazo sobe para oito anos, mantendo os dois anos de carência e sem entrada, com juros de 6%, 9% e 12%, ajustados aos respectivos portes, conforme o tamanho da propriedade.

Além disso, o texto prevê a constituição de um fundo com limite de até R$ 2 bilhões para apoiar a estruturação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), buscando ampliar a proteção às operações de crédito, reduzir spreads bancários e facilitar o acesso a financiamentos de médio e longo prazo. O governo já sinalizou que as negociações no Senado devem manter o texto aprovado pela Câmara, com ajustes para ampliar seu alcance.

E você, qual o seu ponto de vista sobre essa medida de renegociação de dívidas rurais? Acha que as regras ajudam de forma prática a manter a produção agrícola estável ou vê impacto fiscal que merece cautela? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Salvador inicia obras de requalificação de R$ 20,5 milhões na Avenida Contorno

A Prefeitura de Salvador começou, nesta quarta-feira, 15, as obras de requalificação da Avenida Contorno, com investimento de R$ 20,5 milhões. O objetivo...

Fazenda vê impacto “reduzido” de sobretaxa de 25% dos EUA ao Brasil

O Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda aponta que a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre bens brasileiros, anunciada pelos EUA,...

O que tem para fazer em Brasília? Confira programação de 15 a 21/7

Brasília recebe uma semana repleta de opções gastronômicas e atividades culturais, com destaque para Izakayas, exposições, futebol e música ao vivo. Abaixo, um...