Governo Lula “repudia” tarifaço dos Estados Unidos e fala em aplicar Lei de Reciprocidade 

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O Palácio do Planalto reagiu à decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump em seu segundo mandato, de aplicar tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A resposta brasileira envolve acionar instrumentos da Lei de Reciprocidade, buscar solução na OMC e manter a defesa dos interesses nacionais. As medidas entram em vigor em 22 de julho.

Em nota publicada no perfil de Luiz Inácio Lula da Silva, o Planalto classificou a decisão como “marco lastimável” nas relações entre Brasil e EUA, ressaltando que o país defenderá seus interesses com firmeza. “Passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável” sintetiza o tom oficial.

A resposta brasileira já inclui ações concretas: usar instrumentos da Lei de Reciprocidade para compensar as cobranças, ampliar a diversificação de mercados e proteger empregos e a capacidade produtiva nacional.

O governo também destacou um saldo comercial favorável com o Brasil nos últimos 15 anos, estimado em US$ 424,5 bilhões em bens e serviços, refutando a justificativa para medidas unilaterais. A nota afirma que não houve base para investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio.

Num ponto central do debate, o Planalto defende o Pix como “patrimônio do nosso povo” e rejeita as acusações sobre desmatamento e a regulação de plataformas digitais, posicionando o sistema de pagamentos como referência internacional de infraestrutura pública digital.

Ainda na linha da resposta, o governo detalha três frentes: diversificação de mercados, medidas de socorro às empresas afetadas e acionamento da Lei de Reciprocidade. Por meio do Plano Brasil Soberano, o Planalto diz que manterá a proteção aos setores impactados por tarifas ilegais e arbitrárias, preservando empregos e a capacidade produtiva, e retomará o tema no mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

Por meio do próprio comunicado, o Planalto anunciou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o tema ao debate na OMC, mantendo a defesa firme dos interesses nacionais.

E você, como vê esse choque comercial entre Brasil e EUA? Deixe sua opinião nos comentários, participe da discussão e compartilhe quais caminhos você acha mais adequados para proteger a economia brasileira diante desse cenário.

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