O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) usou a publicação em que Marco Rubio ataca Lula para debochar do governo do presidente Lula

Resumo: o deputado Nikolas Ferreira (PL-RJ) usou a repercussão da decisão dos EUA de impor 25% sobre importações brasileiras para debochar do governo Lula, ao retuitar uma publicação associando o petista a tarifas. A polêmica ganhou a participação de aliados do bolsonarismo, com Flávio Bolsonaro defendendo adiamento, enquanto Marco Rubio acusou Lula de não ter negociado de boa-fé; no decorrer dos dias, Rubio recuou e pediu o cancelamento da tarifa, não o adiamento.
Na prática, Ferreira, deputado federal pelo Rio, reagiu nesta quinta-feira (16/7) ao compartilhar a postagem na qual Rubio responsabiliza Lula pela tarifa de 25%. A mensagem, acompanhada da referência “Make de L”, foi usada por apoiadores do bolsonarismo para criticar o governo petista. Flávio Bolsonaro também reagiu, dizendo que o país está “em um avião sem piloto” e que a cobrança deveria ser adiada.
Quem quer tarifa é o Lula passou a figurar entre as falas do senador quando ele mudou de posição: inicialmente defendia o adiamento da cobrança para depois das eleições, para evitar impacto eleitoral. Em seguida, reconheceu que a medida deveria ser revista, destacando que o interesse do Brasil fica acima de cálculos políticos.
Rubio, por sua vez, afirmou que o governo Lula não negociou de boa-fé as tarifas e que a decisão de impor 25% sobre as importações brasileiras partiu dele, sob a justificativa de políticas econômicas que prejudicam ambos os países. Em declarações, o senador citou até o tom duro usado pelo governo norte-americano, ao mencionar que a negociação não houve com boa-fé e que as ações de Lula geram consequências para os cidadãos dos dois lados do Atlântico, incluindo menção ao papel do ex-presidente Trump na decisão.
No desfecho do dia, Rubio recuou da defesa inicial do adiamento e passou a defender o cancelamento da tarifa, reiterando que a prioridade é encerrar o atrito político e preservar o relacionamento com os EUA. Em suas palavras, a solução deve beneficiar o povo brasileiro sem prejudicar a cooperação bilateral.
O debate acontece com as eleições presidenciais se aproximando, e o cenário político brasileiro tende a se rearranjar nos próximos meses, com cobertas de discursos sobre economia, soberania e alianças internacionais. O episódio ilustra como a agenda externa pode se tornar palanque para disputas internas, especialmente em ano de pleito.
E você, qual é a sua leitura sobre esse embate entre tarifas, negociações e política interna? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre como isso pode impactar o Brasil e as relações com os Estados Unidos.
