Estudante de direito é suspeito de vender remédio falso contra câncer

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Operação Placebo, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, desarticulou um esquema de falsificação e venda clandestina de medicamentos de alto custo para câncer. A investigação aponta envolvimento de uma enfermeira das Forças Armadas e de um estudante de direito, entre outros suspeitos; ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis da capital, especialmente nos bairros Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte.

Material cedido ao Metrópoles
Estudante de direito é suspeito de vender medicamento falso contra câncer

A apuração denuncia que o grupo vendia uma versão 100% falsa do medicamento Imbruvica, utilizado no tratamento de linfomas e leucemias. Em um dos casos, o grupo chegou a cobrar R$ 34,9 mil por uma única caixa, depois de inicialmente exigir R$ 23 mil.

Segundo as investigações, a enfermeira atuante no comando de uma das Forças Armadas utilizava sua expertise em auditoria médica e assuntos regulatórios para driblar trâmites e gerenciar as vendas da empresa investigada. Ao lado dela, um estudante de direito com forte histórico em licitações públicas seria o responsável por operacionalizar as tratativas.

A ação, batizada de Placebo, foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Os investigadores cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais, na Zona Norte do Rio. Além disso, dois proprietários da empresa foram conduzidos à delegacia. Os suspeitos responderão por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos, bem como por crime contra as relações de consumo.

O material apreendido passará por perícia técnica. A autoridade enfatiza que a compra de medicamentos de alto custo deve ocorrer apenas por canais oficiais e distribuidoras autorizadas.

Para escapar da fiscalização dos órgãos públicos de prevenção e repressão, os sócios declararam falsamente que a sede da empresa funcionava como um “simples escritório”, obtendo assim um alvará de “baixo risco”. No local, porém, operava um depósito e centro de distribuição de medicamentos sem qualquer controle de temperatura ou respeito às normas sanitárias, de forma clandestina.

A operação recebeu apoio na investigação da ABFC (Associação Brasileira de Combate à Falsificação), que notificou a presença de atividades irregularíssimas ligadas a insumos médicos de alto custo. A DRCPIM alerta pacientes e hospitais para buscar somente fornecedores oficiais e licenciados.

Todo o material apreendido será periciado, e as autoridades ressaltam a importância de controles rigorosos em compras de tratamentos caros, para evitar que pacientes sejam expostos a medicamentos falsificados.

E você, o que acha desse tipo de golpe no mercado de medicamentos? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte se já teve experiência semelhante ou dúvidas sobre como reconhecer produtos legítimos.

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