Grupo de sancionado pelos EUA usou “Pix americano” para lavar dinheiro

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: a PF aponta que um grupo ligado ao PCC utilizou o Zelle, o popular serviço de pagamentos dos EUA, para lavar recursos ilícitos e financiar operações no exterior. O Tesouro dos EUA impôs sanções a dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por suposto vínculo com o PCC. A investigação também liga o caso a uma rede de lavagem associada a patrocínios no futebol brasileiro.

A PF descreve o Zelle como uma rede de transferências criada em 2016 para uso por grandes bancos nos EUA, não operada pelo governo. Ao contrário do Pix, é um serviço privado gerido por uma empresa controlada por instituições como Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo. O sistema chegou a ser citado como alternativa ao Pix em referências públicas ligadas ao então governo dos EUA/Donald Trump.

Transações nos EUA aparecem como peça-chave: Leandro Proença e Ygor Fokin Saviolli teriam utilizado o Zelle para remessas internacionais, com dados vinculados à Ibra Administração e Representação LTDA. Uma mensagem de Proença mencionava uma transferência ao Wells Fargo, com dados vinculados a uma conta Zelle associada ao e-mail [email protected], possivelmente ligado à mesma rede.

Sanções do Tesouro dos EUA atingiram dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa em Portugal, por supostos laços com o PCC. Entre os atingidos estão Victor Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além de empresas como Victory Trading Intermediação de Negócios Cobrança e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (Portugal). As medidas congelam bens e proíbem negócios com entidades norte-americanas, com possíveis sanções secundárias para instituições estrangeiras que realizarem transações relevantes.

Quem aparece no centro da operação é Victor Henrique de Oliveira Shimada, sócio da Victory Trading, investigada em relação a um suposto esquema de lavagem ligado a um patrocínio de futebol envolvendo o clube Corinthians. A PF aponta que a empresa pode ter sido usada para lavar dinheiro desviado de fontes ligadas ao esporte, com menções à Vai de Bet, antiga patrocinadora do clube.

A defesa de Shimada informou, por meio do Metrópoles, que ainda não teve acesso aos documentos que embasaram as sanções e que a leitura cuidadosa dos elementos oficiais será feita para responder adequadamente. O espaço para defesa dos demais citados não foi divulgado pela reportagem.

Interessado em entender mais sobre esse tema, você acompanhou os desdobramentos da PF e dos EUA? Comente abaixo suas dúvidas, opiniões ou previsões sobre o impacto dessas sanções e sobre o uso de plataformas de pagamento em operações criminosas. Sua visão ajuda o debate público a avançar com clareza.

Encerramos este panorama com um convite: compartilhe suas impressões sobre o tema, dúvidas sobre as sanções e impactos para o cenário de segurança financeira no Brasil e no exterior. Sua participação enriquece o debate público e ajuda a entender as relações entre crime, tecnologia financeira e governança global.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Casal é preso por morte de bebê enterrado no quintal de casa no RJ

Na MiraCasal é preso suspeito de infanticídio em Duque de Caxias; bebê é encontrado enterrado no quintal ...

PM prende suspeito de disparar contra guarnições no Nordeste de Amaralina

Um dos suspeitos de atirar contra policiais militares no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, foi...