Israel no centro de debate sobre liberdade religiosa. Em entrevista divulgada recentemente, Robert Stearns, bispo e líder cristão, defende que Israel é o único país do Oriente Médio em que a liberdade religiosa e a expressão são asseguradas para todas as minorias. Stearns também aponta que o país pratica direitos das mulheres, liberdade de imprensa e de associação, ainda que reconheça imperfeições típicas de qualquer democracia. Ele afirmou ter visitado Israel mais de 150 vezes e acompanhado a vinda de mais de 40 mil cristãos ao país.
Hostilidade a cristãos e distorção midiática De acordo com Stearns, a narrativa de hostilidade generalizada contra cristãos é rejeitada; ele descreveu relatos isolados como “manipulação emocional industrializada” que ganha corpo pela amplificação de casos pontuais. O líder ainda alerta para o uso de plataformas como TikTok e Instagram por atores estatais e globais para distorcer a imagem de Israel.
As Forças de Defesa de Israel e a disciplina militar As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão entre as maiores do mundo, com cerca de 200 mil soldados ativos e 500 mil reservistas. Desde o início do serviço, os soldados passam por treinamentos que enfatizam códigos de conduta no uso de armas, comportamento e disciplina. Reconhecem-se violações, porém com mecanismos de responsabilização no âmbito militar, conforme apontam os entrevistados.
Durante a conversa, os entrevistadores traçam um paralelo com a região: no Líbano, acusações de vandalismo contra igrejas cristãs teriam sido punidas rapidamente pelo Exército, enquanto a cobertura midiática teria sido mais contida. Já ataques do Hezbollah contra igrejas no Líbano teriam ocorrido sem clamor internacional. “Quando um soldado israelense viola as regras, todo o país é condenado; o mesmo padrão não se aplica a outros lugares”, reforçou Sabino.
Padrões duplos na região Sabino aponta o Irã como exemplo de perseguição aos cristãos, enquanto a mídia global nem sempre pressiona. Segundo ele, Israel é julgado por um critério mais rígido que seus vizinhos, onde violações de direitos nem sempre são noticiadas de forma equivalente.
O vínculo judaico-cristão Lajst ressalta o laço histórico e espiritual entre judeus e cristãos como fundamento da civilização ocidental. A importância histórica vai desde contribuições à navegação e à Revolução Industrial até as Revoluções Francesa e Americana, com Jesus sendo lembrado como judeu, fortalecendo o elo cultural entre as tradições.
Por que apoiar Israel Stearns sustenta que o apoio a Israel não é apenas um dever cristão, mas humano. Em um mundo com inúmeras nações muçulmanas e cristãs, Israel permanece como o único Estado judeu, e quem acredita em direitos humanos deveria, segundo ele, chegar à mesma conclusão.
Conclusão Embora considerado pequeno e imperfeito, Stearns afirma que Israel representa o direito de um povo de viver e prosperar. “Se você acredita em um mundo de justiça, paz e verdadeiro shalom, seu apoio a Israel é vital”, concluiu.
Assista à entrevista:
Silas Anastácio (@silasas15) é referência na promoção das relações Brasil-Israel. Escritor, palestrante e articulador, fortalece o diálogo entre lideranças, defende a liberdade religiosa e combate o antissemitismo, conectando mundos cultural, diplomático e social.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Guiame.
Fonte: Guiame, conteúdo de colaboração voluntária, com a colaboração de Silas Anastácio para o PrimeiroJornal. Leia também: Casa Apostólica e Frente Parlamentar Evangélica lançam manifesto contra o antissemitismo.
