Receita Federal registra 1.849 apreensões de canetas emagrecedoras na Bahia entre 2024 e junho de 2026
Segundo informações obtidas pela LAI, disponibilizadas pela Fiquem Sabendo, parceira do PrimeiroJornal, a Receita Federal identificou 1.849 unidades de canetas emagrecedoras apreendidas em todo o Brasil entre 2024 e junho de 2026. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (21), também detalha o volume por estado, marcas envolvidas e o valor estimado dos itens apreendidos.
Ao longo desse período, as apreensões no Brasil aumentaram expressivamente: de apenas 8 unidades registradas em 2023 para 130.609 unidades e 2,00 kg de productos apenas nos primeiros seis meses de 2026. Os números indicam crescimento relevante na circulação de medicamentos ilegais vinculados a práticas de emagrecimento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também atuou no tema, publicando em novembro do ano passado uma resolução que proíbe a fabricação, distribuição, importação, comercialização, propaganda e uso de alguns medicamentos importados, entre eles Lipoless (RE 3.676), Lipoless Éticos (RE 4.641) e Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641).
Na Bahia, o estado ocupa a 11ª posição no ranking nacional de apreensões por unidade federativa. Os estados do Paraná (PR) e de São Paulo (SP) lideram o levantamento, com 105.025 e 16.845 unidades confiscadas, respectivamente.
O valor total estimado das apreensões na Bahia, entre 2024 e junho de 2026, supera R$ 1,094 milhão. Em escala nacional, o montante chega a R$ 88,512 milhões, considerando todas as unidades apreendidas no período.
Entre os tipos de medicamentos encontrados, o Tirzepatida aparece como o mais frequente no Brasil, com 111.697 unidades e 0,08 kg. Em seguida vêm Lipoless (22.806 unidades; 2,0 kg) e Mounjaro (21.884 unidades; 7,36 kg). Especificamente na Bahia, Mounjaro foi o tipo mais presente em 2024, com 67 unidades. Em 2025, a marca representou 82% das unidades apreendidas no estado (1.458 unidades), enquanto Lipoless e Retatrutida registraram 151 unidades cada. Já em 2026, até junho, o contingente baiano somou 22 unidades, sendo 20 de Tirzepatida e 2 de Semaglutida.
Os dados reforçam a necessidade de monitoramento rigoroso e de informações transparentes sobre o comércio e uso dessas substâncias. Participe nos comentários: sua opinião ajuda a entender o impacto dessas apreensões para a saúde pública e o mercado regulatório.
