Maria da Penha é “pedaço de papel” que não defende mulher, diz Flávio

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Brasil

Pré-candidato tenta reforçar acenos ao eleitorado feminino com tratamento mais duro para agressores de mulheres

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O Senador Flávio Bolsonaro PLRJ pre candidato à Presidência, inicia caminhada com apoiadores até o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade GO metropoles

Resumo: o pré-candidato Flávio Bolsonaro, líder do PL, aposta na defesa de mulheres como eixo da campanha, critica a Lei Maria da Penha e promete endurecer penas para agressores. Ele lançou o programa “Brasil por elas” e busca atrair o eleitorado feminino, enquanto a chapa ainda depende de coalizões e sem definição de vice, em meio a tensões internas com o Centrão.

Durante evento estadual do PL no Espírito Santo, Flávio Bolsonaro afirmou que a defesa das mulheres é pauta da direita e disse que a Lei Maria da Penha é “um pedaço de papel” que não defenderá as mulheres. Em seu discurso, prometeu endurecer o tratamento a agressores de violência doméstica e destacou ações de aliados, como ex-prefeito Lorenzo Pazolini, cujo trabalho como gestor foi citado como modelo a ser seguido.

“A gente tem lei no Brasil e esses marginais vão ter que ficar sim muito mais tempo presos, não vai mais sair em audiência de custódia. Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres, o que vai defender as mulheres é o que o Lorenzo fez enquanto prefeito e o que vai fazer como governador e o que nós vamos fazer em todo o Brasil”, disse no discurso.

Flávio tem reforçado esse tom nos últimos meses, buscando atrair o eleitorado feminino, inclusive em meio a uma crise pública com a madrasta, Michelle Bolsonaro. Em junho, ela divulgou vídeo afirmando ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado, o que abriu espaço para críticas internas.

Na sexta-feira (17/7), o pré-candidato lançou o programa “Brasil por elas” em transmissão com Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que aparece como possível vice. Entre as propostas está a distribuição de celulares para mulheres de baixa renda, parte de um conjunto de medidas voltadas ao público feminino. O Metrópoles destacou que a campanha segue até a convenção nacional do PL, ainda sem confirmar quem comporá a chapa na vice-presidência.

Apesar das tentativas de ampliar o leque de palanque, a campanha de Flávio esbarra na resistência de partidos do Centrão e em disputas internas, o que mantém a possibilidade de uma chapa puro-sangue — apenas com nomes do PL — em aberto.

E você, o que acha do caminho traçado por Flávio Bolsonaro para conquistar o voto feminino? Deixe seus comentários abaixo e compartilhe a sua opinião.

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