Após os desgastes de 2025, o deputado se aproximou da equipe econômica do governo e ajudou a conter pautas de alto impacto fiscal
Resumo: depois de um ano difícil em 2025, Hugo Motta conseguiu se aproximar de Lula e consolidar uma base sólida na Câmara, aproximando-se do Planalto e orientando pautas de grande impacto fiscal e de segurança pública. A frente que o apoia cresceu para cerca de 275 deputados, fortalecendo o comando de Motta e tornando-o peça-chave do governo no Congresso.
Ao longo do semestre, o deputado reconquistou aliados, ganhou respaldo entre os líderes e blinda-se no comando da Câmara. Essa recuperação de imagem coincidiu com a aproximação do governo, mantendo um canal aberto para deliberações, almoço e encontros estratégicos que moldaram decisões-chave e preservaram a capacidade de negociação entre Executivo e Legislativo.
Pautas do semestre: com foco inicial na segurança pública, a Câmara aprovou o PL Antifacção e avançou em mudanças relevantes para o governo, incluindo ajustes na PEC da Segurança Pública sem referendum sobre a maioridade penal. Ao mesmo tempo, Motta conduziu a aprovação da decisão de encerrar a pauta 6×1, que reduziu a jornada para 40 horas semanais, com votação expressiva no plenário: 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
A relação com o Planalto permaneceu estratégica. Em abril, durante almoço no Palácio do Planalto, Lula defendeu a prioridade de um projeto próprio do Executivo, mas Motta manteve o foco na PEC já em tramitação. Em maio, houve reunião entre Lula e Motta para alinhar pontos finais do texto, especialmente os detalhes da transição para a jornada de 40 horas e o acordo de dois dias de folga. Ao longo do semestre, Lula e Motta retomaram encontros e acompanharam juntos lançamentos de programas importantes, reforçando a colaboração entre os dois poderes.
Pós: em 2026, a postura de Motta ganhou corpo com maior apoio de lideranças do Centrão e uma percepção de que o deputado está mais bem preparado para conduzir a Câmara. Embora tenham havido episódios de tensão no passado, o governo reconheceu a produtividade de Motta na condução de pautas sensíveis, incluindo a PEC da Segurança Pública e medidas para conter gastos. Em relação a projetos de alto custo, houve equilíbrio entre governo e Câmara, com acordo para usar medidas provisórias quando necessário, mantendo o foco na agenda econômica sem perder a agilidade nas votações.
Caminhos para 2026 indicam que Motta reforçou sua relação com a equipe econômica e continua sendo visto como figura-chave para destravar pautas de impacto fiscal, ao mesmo tempo em que administra críticas e tensões com oposição. A sua atuação, aliada a uma base fortalecida, aponta para um mandato da Câmara com maior capacidade de estabelecer consensos, mesmo diante de pressões variadas do Congresso.
E você, o que acha da atuação de Motta na Câmara? Acredita que esse alinhamento com o Planalto pode manter o ritmo de aprovação de pautas relevantes ou haverá novos desafios pela frente? Deixe seu comentário com sua opinião e experiência sobre o tema.
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