Pesquisa mostra que 46% dos brasileiros veem fim do ciclo de Neymar na Seleção

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A Copa do Mundo de 2026 terminou com a eliminação do Brasil nas oitavas de final, diante da Noruega, abrindo o debate sobre o futuro da seleção em direção a 2030. Um estudo da IMO Insights mostra a torcida dividida entre manter Neymar no elenco e apostar numa renovação, além da necessidade de mudanças profundas na gestão da CBF.

A pesquisa aponta que 46% dos entrevistados entendem que o ciclo de Neymar na seleção terminou, enquanto 36% defendem que ele ainda pode atuar pela equipe e 18% não têm posição definida. O debate, no entanto, envolve mais que idade: 67% dos torcedores dizem que a saída de Neymar abriria espaço para renovação em 2030, frente a 14% que discordam e 18% sem opinião.

Neymar tem 34 anos e chegará aos 38 em 2030, o que coloca a discussão de renovação em outra perspectiva, sem reduzir a importância do jogador. A diretora de Operações da IMO, Simona Karen Miranda, ressalta que a percepção pública já não gira apenas em torno do talento individual, mas do desejo de mudar de ciclo.

“Os números sugerem que a discussão deixou de ser apenas técnica e passou a refletir uma vontade de mudança de ciclo por parte de uma parcela significativa dos torcedores”, afirma Simona.

Na Copa de 2026, a participação de Neymar foi limitada por uma lesão grau II na panturrilha direita, totalizando apenas 55 minutos no torneio. Ele entrou por 15 minutos diante da Escócia e disputou cerca de 40 minutos na derrota para a Noruega, momento em que marcou o gol brasileiro em cobrança de pênalti.

Fora da Seleção, o futuro do camisa 10 também é acompanhado com cautela. Neymar tem contrato com o Santos até o fim de 2026 e se reapresentou ao clube após período de descanso nos Estados Unidos. Caso a trajetória pela seleção tenha chegado ao fim, ele entrará para a história como o maior artilheiro da seleção pela contagem da FIFA, além dos títulos da Copa das Confederações de 2013 e da medalha de ouro olímpica em 2016.

Além de Neymar, o estudo aponta que 86% dos torcedores entendem que a CBF precisa passar por mudanças profundas para o Brasil voltar a figurar entre os gigantes do futebol, enquanto 72% atribuem a instabilidade de gestão à eliminação precoce. Ao todo, o ciclo 2022-2026 teve quatro treinadores — Ramon Menezes (interino), Carlo Ancelotti, Fernando Diniz e Dorival Júnior — e a responsabilidade pela queda é distribuída entre diferentes fatores: 30% aos jogadores, 20% às escolhas de Ancelotti, 19% à convocação e apenas 14% à CBF, com 6% considerando a atuação da Noruega.

Mesmo com esses números, Simona afirma que o torcedor reconhece a perda de protagonismo do futebol brasileiro, mas acredita que o talento não está acabado. “O Brasil perdeu protagonismo no cenário mundial, mas não necessariamente a capacidade de revelar talentos ou de voltar a lutar por títulos”, aponta a executiva.

E você, o que acha do futuro da seleção? Compartilhe sua leitura sobre Neymar, renovação e o caminho da CBF para 2030 nos comentários.

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