ACM Neto (União Brasil) apresentou nesta quarta-feira (30), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Plano de Governo para 2027-2030. O documento traz críticas ao atual panorama da saúde pública da Bahia, descrevendo o sistema como um “cartório da dor” e afirmando que o déficit não decorre apenas da escassez de recursos, mas de falhas em projetos, organização e execução.
O plano aponta duas mudanças demográficas centrais para orientar as políticas: resposta mais rápida a emergências e envelhecimento da população, que amplia a carga de doenças crônicas. Segundo Neto, enfrentar esse cenário exige ações que reduzam o tempo de atendimento e melhorem a gestão de longo prazo da saúde pública.
Entre as propostas de curto prazo, destaca-se o programa PIX Saúde, que pretende comprar serviços diretamente da rede privada e filantrópica quando a rede pública não conseguir atender dentro de prazos preestabelecidos. O foco inicial inclui cirurgias eletivas, oncologia ambulatorial e ortopedia, com orçamento definido pela Lei Orçamentária Anual.
Fila Única e Inteligência Artificial: implementação de uma fila única para o agendamento de cirurgias eletivas em todos os municípios e uso de IA para monitorar e prever a demanda por leitos.
Descentralização (Portas Abertas): o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) passaria a conduzir pacientes ao hospital mais próximo, dispensando autorizações prévias da regulação.
Oncologia e Saúde Mental no Interior: criação de centros regionais especializados no interior para evitar deslocamentos longos até a capital.
Reformulação do Planserv: substituição do atual sistema de cotas por um modelo que amplie a rede credenciada, facilitando o acesso a consultas e exames pelos servidores públicos.
A Regionalização Real da saúde é apresentada não apenas como uma escolha técnica, mas como uma questão ética, com preocupação explícita sobre a desigualdade de acesso — citado o cálculo de apenas 0,03 leito de UTI por mil habitantes em algumas regiões. O plano prevê a construção de novos hospitais regionais, a equipagem de unidades municipais estratégicas e uma política de “Fila Zero” para emergências de alto risco, visando atendimento rápido independentemente da distância até a capital.
Outra linha-chave é a reforma cultural da gestão pública, com contratos de desempenho para hospitais da rede e metas qualitativas e quantitativas. Os resultados seriam divulgados em um portal da transparência, aumentando o controle social sobre a entrega de serviços de saúde.
PALAVRAS-CHAVE: ACM Neto, plano de governo 2027-2030, Bahia, saúde, PIX Saúde, fila única, inteligência artificial, SAMU, Planserv, regionalização da saúde, filas de emergência, transparência.
META DESCRIÇÃO: ACM Neto apresenta plano de governo para 2027-2030, com foco na melhoria da saúde da Bahia, uso de IA, centralização de filas, descentralização de atendimentos e regionalização da assistência.
