A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt, acusado de agressões físicas, ameaças de morte e roubo durante uma abordagem no interior do estado, em 2021. O edital de citação, publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (29), aponta que o policial está incomunicável e seu paradeiro é desconhecido pela corporação.
Conforme o Inquérito Policial Militar (IPM) que embasa o PAD, o episódio ocorreu no dia 7 de março de 2021, na localidade de Areias, zona rural do município de Anguera (BA). O soldado, acompanhado de outros agentes, teria abordado três funcionários de um empresário local, identificados na apuração pelo prenome “Ismael”. As vítimas não queiram se identificar formalmente por medo de represálias.
Segundo os autos, os policiais teriam insinuado que as vítimas trabalhavam para um traficante e teriam iniciado uma série de agressões físicas e ameaças de morte, levando à subtração de R$ 3.600,00 em dinheiro que estava no veículo dos trabalhadores. Após serem liberados, os relatos foram informados ao empregador de Ismael. O empresário, em companhia de sua esposa, foi ao batalhão da cidade e recuperou R$ 2.000,00; dois dias depois, um indivíduo não identificado, supostamente a mando dos acusados, devolveu os R$ 1.600,00 restantes.
Investigações
O episódio chegou ao conhecimento do comando após circular em grupos de WhatsApp. A denúncia, inicialmente feita por um empresário local, foi interceptada por dois oficiais — Cap. Geisael de Jesus Santos e Cap. Antônio Rosa da Conceição — que repassaram o caso ao então subcomandante da 57ª CIPM de Santo Estêvão, Major Itamar de Souza e Silva Filho, dando início à apuração.
Situação do suspeito
O soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt, lotado na 57ª CIPM, não foi apresentado à comissão do PAD. O Comando da unidade informou que ele se encontra afastado por dispensa médica e não foi localizado no endereço registrado, não atendendo ligações nem mensagens. A Corregedoria abriu prazo de cinco dias para que apresente defesa inicial por escrito. Caso não compareça e não constitua advogado, será nomeado defensor público para assegurar o direito à ampla defesa e ao contraditório. Comprovadas as acusações, o policial poderá sofrer sanções disciplinares, incluindo a demissão da corporação.
PALAVRAS-CHAVE: PM-BA, PAD, Anguera, Areias, 2021, agressões, roubo, Inquérito Policial Militar, CIPM, Major Itamar de Souza e Silva Filho, Raphael Mascarenhas Bitencourt
META DESCRIÇÃO: PM-BA abre PAD contra soldado suspeito de agressões, ameaças e roubo durante abordagem em Anguera (2021); paradeiro é desconhecido e defesa ainda não apresentada.
