Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos

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A Polícia Civil do Rio deflagrou a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no roubo e na distribuição ilegal de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A investigação aponta um movimento superior a R$ 33 milhões em apenas um ano, além do uso de empresas de fachada para recolocar os itens no mercado, tanto na rede privada quanto na pública.

As ações foram realizadas de forma simultânea no Complexo da Maré, na Baixada Fluminense, com endereços em São Paulo, Goiás e Pará, envolvendo dezenas de mandados de busca, apreensão e prisão. Também foi solicitada a bloqueio de R$ 30 milhões em contas, bem como o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens usados para ocultar o patrimônio da quadrilha.

A linha de apuração identificou quatro núcleos dentro da organização: o núcleo dos que roubavam; o núcleo logístico-financeiro intermediário; o núcleo logístico-financeiro final; e o núcleo de suporte territorial. O material roubado era encaminhado para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro, no Complexo da Maré, onde ocorria o transbordo e a redistribuição das cargas.

A estrutura criminosa ainda oferecia apoio bélico e proteção ao grupo, com armazenamento, fracionamento e envio dos medicamentos para diferentes estados. Cerca de 25 empresas de fachada atuavam entre Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, integrando a engrenagem financeira para receptação dos fármacos, que eram revendidos a hospitais privados e, em alguns casos, a instituições públicas por meio de tomada de preços.

A apuração aponta que o líder da organização possuía longo histórico em roubos de cargas. A operação ressalta que o esquema representa grave ameaça não apenas ao patrimônio, mas à saúde pública, já que medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem controle rigoroso de temperatura e armazenamento para não perderem eficácia ou gerarem riscos à pacientes.

“Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem rigoroso controle de temperatura e armazenamento durante todo o transporte. Quando mantidos em condições inadequadas, podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou até gerar substâncias nocivas”, diz a polícia.

A investigação também identificou que o grupo atuava há pelo menos seis meses em atividades criminosas ligadas a 20 crimes semelhantes, com movimentação financeira superior a R$ 33 milhões no intervalo entre 2025 e 2026, e o uso de licitações na modalidade tomada de preços para inserir os produtos no sistema de saúde. O impacto sobre o abastecimento de hospitais e pacientes é uma das maiores preocupações apontadas pelos agentes.

E você, o que pensa sobre as medidas para coibir esse tipo de crime e proteger quem depende desses insumos? Deixe sua opinião nos comentários e traga sua visão sobre como fortalecer a prevenção e a fiscalização da cadeia de suprimentos de saúde.

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