A Polícia Civil da Bahia prendeu, na última quinta-feira (23), um homem suspeito de participação na execução de Emerson Santos Ramos. A prisão, efetuada em um apartamento na Avenida Fraga Maia, em Feira de Santana, abriu caminho para a elucidação de outros quatro assassinatos na região, todos ligados a uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas.
O homem detido é apontado como o piloto da motocicleta usada no assassinato de Emerson, ocorrido no dia 27 de junho dentro de uma oficina mecânica no centro da cidade.
A Delegacia de Homicídios (DH/Feira de Santana) chegou ao suspeito após descobrir que a moto usada na fuga era alugada e possuía rastreador. Cruzando dados de geolocalização com imagens de câmeras de segurança, a polícia conseguiu identificar o locatário. Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, os agentes apreenderam porções de drogas, além do capacete e das roupas utilizadas no dia do crime.
Em interrogatório, o suspeito confessou a participação na execução e revelou um detalhe sombrio: ele e o atirador haviam tentado matar Emerson horas antes, usando uma moto vermelha clonada. A primeira investida falhou e os tiros atingiram um terceiro homem. A dupla, então, trocou de veículo e retornou para consumar o assassinato, agindo sob ordens de um líder criminoso do bairro Queimadinha.
Conexão com outros crimes — Ao avanço do inquérito, a Polícia Civil conectou o caso a outras mortes violentas recentes no município, todas orquestradas pela mesma facção do bairro Queimadinha: Homicídio no bairro Baraúnas (27 de maio): o comparsa responsável pelos disparos que ceifaram Emerson foi identificado como o mesmo autor da execução de Luiz Felipe Pessoa Lima, de 23 anos. Triplo homicídio (11 de julho): a investigação também avançou na solução do caso envolvendo Danilo, seu irmão Bruno e o amigo Wesclei, cujas vítimas foram sequestradas, executadas e tiveram os corpos abandonados em diferentes pontos da cidade — um deles parcialmente carbonizado.
A Polícia Civil informou que já identificou toda a cadeia de comando responsável pelas execuções, incluindo o líder que ordenou as mortes e o gerente local do tráfico de drogas. As diligências continuam para capturar o atirador e os demais integrantes do grupo criminoso, com o objetivo de esclarecer integralmente as ordens e a operação criminosa que atualizam a violência na região.
