Graças principalmente à queda acentuada de preços de alimentos e bebidas, o IPCA-15, indicador official que antecipa a inflação, fechou julho em 0,06% no Brasil, conforme divulgação do IBGE nesta terça-feira (28). Em relação a junho, houve uma queda de 0,35% no índice.
Segundo o IBGE, em 2026 o IPCA-15 acumula alta de 3,51%, e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o índice foi de 0,33%.
O grupo Alimentação e bebidas foi o principal destaque negativo, puxando o IPCA-15 para baixo. Em junho, esse grupo havia registrado 0,74%; em julho ficou em -0,66%, uma variação de -1,40% pontos em relação ao mês anterior. Entre os componentes, valeu o recuo de 1,14% na alimentação no domicílio, com quedas em tomate (-19,95%), batata-inglesa (-10,03%) e café moído (-3,13%). Já as altas ficaram por conta da cebola (+7,10%) e do pão francês (+0,65%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,40% em junho para 0,55% em julho. A linha refeição registrou 0,66% (acima de junho, que foi 0,39%), enquanto o lanche desacelerou para 0,30%.
Entre os nove grupos pesquisados, a Habitação foi o de maior variação e impacto, com 0,97% e impacto de 0,15 p.p.. Destaque para a energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, contribuindo de modo significativo para o resultado do mês.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, o índice ficou em 0,28%, influenciado pelos produtos de higiene pessoal (0,51%), com destaque para o subitem perfume (1,74%), e pelo plano de saúde, cuja variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela ANS.
Para planos contratados após a Ley n.º 9.656/98, o reajuste fica em até 5,11%, com vigência de maio de 2025 a abril de 2026. Já para planos contratados antes da referida lei, os percentuais autorizados foram de 5,52% ou 6,20%, conforme o tipo de plano.
O grupo Transportes passou de -0,03% em junho para 0,11% em julho, reflexo do aumento de 11,70% na passagem aérea. Já os combustíveis recuaram: etanol -2,50%, óleo diesel -1,32%, gás veicular -0,97% e gasolina -0,68%.
Entre as variações regionais, o maior salto ocorreu no Rio de Janeiro (0,44%), impulsionado pela passagem aérea e pela energia elétrica residencial. Em contrapartida, Belém registrou o menor resultado (-0,22%), com quedas em itens como açaí (-19,45%) e gasolina (-3,35%).
A cidade de Salvador apresentou a terceira menor variação entre as capitais pesquisadas, em -0,10%, com o resultado de julho ficando 0,38% abaixo de junho. No acumulado do ano, Salvador está com IPCA-15 em 3,73%, acima da média nacional de 3,51%; já em 12 meses, ficou em 4,25%, abaixo do índice nacional de 4,52%.
