Quase três mil estudantes da rede estadual realizam os últimos ensaios para o Desfile do 2 de Julho

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Quase 3 mil estudantes da rede estadual da Bahia se preparam para o Desfile do 2 de Julho, com 2.941 alunos de 30 colégios estaduais em Salvador e Região Metropolitana e 57 no interior. O? desfile, que sai do Largo da Lapinha até o Campo Grande, será acompanhado pelo Projeto Fanfarras Escolares, da Secretaria da Educação do Estado (SEC).

Nesse cenário, as fanfarras e bandas marciais trabalham em turnos, com ensaios intensos nas quadras e pátios das escolas. O apoio institucional reforça a presença de 30 colégios na capital e na RMS e de 57 no interior, sempre buscando valorizar a musicalidade local e a tradição cívica da Bahia.

Galeria de imagens: as fotos abaixo registram a dedicação dos grupos participantes, que já culminarão em apresentações marcantes no cortejo cívico.

Entre os relatos, Alef Primo de Lima, 18 anos, do Colégio Reitor Miguel Calmon, classifica o momento como um privilégio de reencontrar a história da Bahia. Integrante da banda mostradora da escola, ele afirma que o desfile simboliza respeito às raízes e à luta pela independência, mantendo acesa a tradição musical da região.

À frente da fanfarra do Colégio Miguel Calmon, Elsimar Santana Silva destaca que o Desfile do 2 de Julho funciona como vitrine para o trabalho das bandas além das disputas escolares. Há 20 anos na regência, ele comanda hoje cerca de 120 estudantes, que começam a se apresentar já na passagem do fogo simbólico, em Simões Filho, antes de chegar a Salvador.

Contagem regressiva — A BANEMA, com cerca de 85 integrantes, também se prepara para o cortejo. Paulo Gustavo Bispo dos Santos, 20 anos, da EJA, classifica a participação como forma de valorizar a história da Bahia e reforçar o papel da música como ferramenta de educação, disciplina e cidadania. A banda, sob regência de Marcos Nascimento, já coleciona títulos, como o campeonato baiano de bandas de 2019 e a posição de terceira melhor banda do país.

A Banda Zumbi dos Palmares (BANZUPA), conduzida por Joã o Vitor Ferreira, também se organiza para uma apresentação marcante. Ao lado da banda, a jovem Riana Jesus dos Santos, de 16 anos, descreve a ansiedade como parte da experiência, ansiosa por futuras participações no 2 de Julho.

Já a fanfarra do Colégio Elisabeth Chaves Veloso, com cerca de 60 integrantes, reforça o papel pedagógico da música como inclusão e transformação social, promovendo protagonismo estudantil, disciplina e engajamento para a permanência escolar. O regente Jorge dos Santos destaca a importância da formação musical para a cidadania.

Cultura musical e educação cidadã — A coordenadora de Arte e Cultura da rede estadual, Djenane Santos, afirma que o Governo da Bahia investe nas fanfarras para ampliar atuação, fortalecer parcerias com municípios e promover inclusão, protagonismo e cidadania. A Lei nº 11.769/2008 é citada como marco para ampliar o acesso dos alunos à cultura musical e às expressões corporais, fortalecendo a cultura de paz e a identidade local.

Escolas que desfilam na capital — Matutino: Escola Professor Roberto Santos; Colégio Estadual Anísio Teixeira; Colégio Estadual Noêmia Rego; Colégio Estadual Ruben Dario; Colégio Estadual Kleber Pacheco; Colégio Estadual Americo Simas; Colégio Estadual Dois de Julho; Colégio Estadual Duque de Caxias; Colégio Estadual Zumbi dos Palmares; Colégio Estadual Nelson Mandela; Colégio Elisabeth Chaves Veloso; Colégio Francisco Pereira Franco; Colégio Vila Canária; Centro Estadual de Educação Profissional Em Gestão, etc. Vespertino: Colégio Reitor Miguel Calmon; Colégio Edilson Souto Freire; Colégio Professora Nadir Araújo Copque; Colégio Alfredo Agostinho de Deus; Colégio João Caribe; Colégio Romulo Almeida; Colégio Bartolomeu de Gusmão; Centro de Educação Profissional de Dias D’Ávila; Colégio São Daniel Comboni; Colégio Deputado Manoel Novaes; Colégio Professor Carlos Alberto Cerqueira; Colégio Dinah Gonçalves; Colégio Professora Marileine da Silva; Colégio Pinto de Aguiar, entre outros.

A diversidade de fanfarras e a riqueza cultural presente no 2 de Julho reforçam o papel da educação pública como motor de inclusão e identidade. Participe: o que você achou da programação das fanfarras e como a música pode fortalecer a educação em sua comunidade? Comente abaixo suas impressões e experiências com esse importante momento cívico e cultural.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação em conjunto da polícia mira chefes do tráfico na Bahia e em outros três estados

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira (16), a Operação Fronteira Final, cumprindo dois mandados de prisão preventiva (um...

Ação conjunta apreende 800 quilos de carne clandestina em feira livre no Sul da Bahia

Uma operação conjunta da Adab, do MP-BA e da Polícia Militar apreendeu quase 800 kg de carne de origem clandestina na feira livre...

Comporta cede e barragem seca entre municípios da região sisaleira

Trabalhadores rurais e moradores da região do rio Cariacá, na fronteira entre Cansanção e Quijingue, seguem mobilizados para recuperar a única comporta da...