Robôs humanoides: um novo capítulo na disputa entre China e EUA

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Resumo: robôs humanoides já atuam em logística e indústria, com avanços que apontam para uso doméstico em breve. empresas americanas e chinesas mostram modelos cada vez mais capazes, e previsões indicam crescimento expressivo nos próximos anos, com milhões a bilhões de unidades em circulação até 2050.

Entre os casos práticos, o robô Digit, da Agility Robotics, estreou em uma unidade logística em junho de 2024, abrindo caminho para tarefas repetitivas em armazéns. A Figure AI fechou parceria com a BMW, levando o Figure 02 à linha de montagem em 2025; o modelo de última geração, o Figure 03, já atua em uma fábrica da Carolina do Sul. O Atlas, da Boston Dynamics, ganhou espaço na indústria automotiva pela Hyundai e até apareceu na Copa do Mundo, chamando atenção pela performance, mesmo em ambiente de evento.

Do outro lado do mundo, a China acelera com a AgiBot em linhas de produção de eletrônicos. O Walker S, da UBTECH, foi testado na fábrica da montadora NIO, e a UBTECH aposta em humanoides ultrarrealistas para companhia emocional e apoio na saúde. Neste mês de julho, a Weave Robotics apresentou o Isaac 1, prometendo ajudar em casa por cerca de US$ 8 mil, sinalizando o caminho de robôs mais acessíveis para uso doméstico.

Mercados e números são ambiciosos. Para 2026, especialistas apontam estimativas entre US$ 2 bilhões e US$ 11 bilhões, e, nos próximos dez anos, entre US$ 35 bilhões e US$ 200 bilhões. A Morgan Stanley projeta que o setor pode chegar a US$ 5 trilhões até 2050, com mais de 1 bilhão de humanoides em uso; a maior parte deles, cerca de 90%, em tarefas repetitivas de indústria e comércio, enquanto o uso doméstico ficaria em dezenas de milhões. A China deve liderar a produção, com centenas de milhões de robôs, frente a dezenas de milhões nos Estados Unidos; no entanto, nos lares, os americanos podem ter mais unidades — estimativas apontam cerca de 15 milhões nos EUA (em ~10% dos lares) contra cerca de 4 milhões na China (aprox. 3%). O custo é fator-chave para a popularização, variando conforme o modelo e a finalidade.

Quanto custa um robô humanoide hoje? A Unitree, na China, oferece o G1 a cerca de US$ 13.500, enquanto o H1, mais avançado, fica perto de US$ 90 mil. Eventos de grande visibilidade, como o Festival da Primavera da CCTV e as Olimpíadas de Robôs, têm mostrado o ritmo acelerado dos avanços no país. Nos EUA, a Tesla mantém o foco no Optimus, o robô bípedo em desenvolvimento para tarefas que vão de fábricas a funções domésticas. Você toparia ter uma cozinha robótica em casa ou prefere aguardar mais avanços?

E você, leitor: qual uso de um humanoide faz mais sentido no seu dia a dia — assistente doméstico, colaborador na indústria ou apoio em serviços de saúde? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da conversa sobre esse futuro que já está chegando.

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