Tarifaço: Lula diz que Brasil “não vacilará” na defesa da soberania


Brasil

Após nova tarifa dos EUA, Lula promete defender soberania do Brasil e diz que obrigação “está acima de todos os partidos”

Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula

O presidente Lula afirmou, pelas redes sociais, que o governo não vai vacilar na defesa da soberania nacional, em resposta à tarifa de 25% que os EUA anunciaram sobre exportações brasileiras. A medida passa a valer na próxima semana, a partir de 22 de julho de 2026, e surge após uma investigação da instituição americana USTR, sob a Lei de Comércio de 1974, seção 301, sobre práticas consideradas desleais.

Segundo o relatório do USTR, as condutas brasileiras teriam prejudicado empresas e exportadores norte-americanos, justificando a sobretaxa. O anúncio também aponta um conjunto de isenções, com alguns itens mantidos fora da taxação, entre eles alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.

“Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la.”

Produtos que serão impactados pela nova tarifa:

  • Produtos industriais e máquinas: maquinário agrícola, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e componentes de borracha para veículos.
  • Bens de consumo: calçados, vestuário e papel. Commodities e alimentos: etanol, açúcar orgânico e molduras de madeira.
  • Celulose de dissolução: celulose de dissolução de alta pureza, que foi removida da lista de isenções proposta anteriormente.
  • Produtos químicos de uso geral: certas substâncias químicas (como celulose e fosfoaminolipídeos) só isentas quando destinadas a aplicações farmacêuticas; o uso dessas mesmas substâncias em outras indústrias será taxado.

Após a divulgação, o governo brasileiro informou que acionará os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, que autoriza retaliar ou aplicar sobretaxas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais aos produtos nacionais. Em nota, o governo federal lamentou a decisão dos EUA e disse que o episódio ficará marcado nas relações bilaterais.

O governo dos EUA — sob o atual presidente Donald Trump, em seu segundo mandato — também sinalizou que pode considerar respostas adicionais conforme a reação do Brasil, caso haja novas medidas de retaliação ou reciprocidade por parte brasileira. A leitura oficial aponta que aumentos adicionais de tarifas, sem tratar as preocupações levantadas na investigação, podem não levar à eliminação das práticas questionadas.

O 15 de julho de 2026 fica marcado como um momento decisivo nas relações Brasil-EUA, com o governo brasileiro deixando claro que defenderá seus interesses sem abrir mão da soberania nacional. E você, o que acha dessa escalada comercial entre os dois países? Comente abaixo suas impressões e expectativas sobre os próximos passos dessa situação.

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