Resumo: Em Brasília, o ministro Mauro Vieira recebeu o enviado da ASEAN e projetou que o comércio Brasil-ASEAN pode superar negócios com EUA e UE em breve. Dados indicam crescimento expressivo entre 2003 e 2025. O encontro visa ampliar cooperação em áreas como inovação, energia e desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave: Brasil-ASEAN, comércio exterior, Mauro Vieira, Kao Kim Hourn, Sudeste Asiático
Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu nesta terça-feira (18) o representante da ASEAN, Kao Kim Hourn, em Brasília, e projetou que o comércio entre o Brasil e o Sudeste Asiático deve superar, num futuro próximo, os negócios com os EUA e a União Europeia.
Segundo Vieira, o intercâmbio entre o Brasil e a ASEAN cresceu cerca de dez vezes desde 2003, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões em 2025. “Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deverá ultrapassar aquele com parceiros tradicionais do Brasil, como os EUA ou a União Europeia, no futuro próximo. O Brasil já exporta mais para Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, afirmou o ministro.
“Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deverá ultrapassar aquele com parceiros tradicionais do Brasil, como os EUA ou a União Europeia, no futuro próximo. O Brasil já exporta mais para Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, disse o ministro.
A fala ocorreu após reunião com o secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, em agenda para aprofundar as relações com o Sudeste Asiático. Entre os Estados-membros da associação estão Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja.
O encontro do ministro Mauro Vieira com a ASEAN ocorre em meio ao recente recuo de tarifas dos EUA sobre parte das exportações brasileiras, enquanto o Brasil busca diversificar mercados para mitigar impactos econômicos decorrentes de medidas protecionistas.
Vieira manifestou ainda o interesse do Brasil em tornar-se um “parceiro de diálogo” da ASEAN, condição hoje restrita a EUA, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.
“Nossas regiões compartilham o interesse em promover o desenvolvimento sustentável, ampliar os fluxos de comércio e investimentos e fortalecer o Sul Global”, disse Vieira.
Convite do Brasil
O representante da ASEAN, Kao Kim Hourn, visita o Brasil a convite do governo brasileiro, com agenda que vai até a próxima sexta-feira (21) e previsão de encontros com ministros de Estado, empresários e acadêmicos.
Na reunião de Itamaraty, Kao Kim destacou que espera estreitar as relações com o Brasil. A ASEAN atribui grande importância à parceria com o Brasil e visa desenvolver cooperação em áreas como economia, inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, energia renovável e ação climática.
Nos últimos 10 anos, os países da ASEAN duplicaram seus PIBs, passando de US$ 2,5 trilhões para US$ 4,5 trilhões, considerando todos os Estados-membros. Juntos, somam mais de 700 milhões de habitantes.
