Resumo: Dez pessoas foram presas na Bahia em operação policial contra estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abusos sexuais. Em Salvador, destaca-se a prisão de um policial militar da reserva; também foram detidos dois jornalistas ligados a uma ONG de proteção à infância. Mandados foram cumpridos no interior e na capital. A ação Brilho do Amanhã é coordenada pela DPMCV, com apuração de informações pelo G1 BA e pela TV Bahia.
Bahia — Dez pessoas foram presas nesta quinta-feira (27), durante a Operação Brilho do Amanhã, realizada pela Polícia Civil da Bahia contra estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abusos sexuais. Em Salvador, a detenção mais destacada envolve um policial militar da reserva, Genaldo Santos de Oliveira, suspeito de abusar de cinco vítimas.
A ação também resultou na prisão de dois jornalistas: Lucas Vinícius Santos da Conceição, que atuava na assessoria de comunicação de uma organização não governamental (ONG) voltada para a proteção de crianças e adolescentes, e Marcos Paulo Silva Acácio. Além deles, foram detidos Ricardo Paixão Melquídades, Lucas Alves Rocha, Danilo Souza Lima e Jeferson Dias Santos. As profissões desses quatro homens, bem como detalhes das investigações, não foram divulgadas pelas autoridades. A reportagem do G1 apura a identidade dos outros três suspeitos detidos.
EMPLAÇO DO INTERIOR — Além das prisões na capital, a operação contemplou mandados de busca e apreensão em diferentes partes do interior baiano. Um deles foi cumprido no apartamento de um médico urologista localizado na Ladeira da Barra, área nobre de Salvador, mas não foram tornados públicos detalhes sobre o envolvimento do profissional nas apurações.
A Operação Brilho do Amanhã não se restringiu à capital. Mandados de prisão e de busca e apreensão também foram cumpridos nos municípios de Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité, fortalecendo o alcance da ofensiva contra crimes envolvendo vulneráveis e material de abuso institucional.
A Polícia Civil da Bahia descreve a operação como parte de uma atuação permanente, coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV). As informações são baseadas em divulgação do G1 BA e da TV Bahia, que acompanham o desdobramento das investigações.
