Resumo: Brasil e Rússia discutiram cooperação econômica em telefonema entre líderes, com foco em ampliar o comércio bilateral e equilibrar a balança comercial. Destacaram-se as linhas de abastecimento de diesel e fertilizantes, além de novidades em áreas como energia, ciência e tecnologia e naval. Também foram tratados temas de geopolítica, ONU, BRICS e multilateralismo.
Brasil — Nesta terça-feira (4), o presidente Lula da Silva e o presidente Vladimir Putin conduziram uma conversa por telefone, destacando a relação entre Brasil e Rússia. O tom foi de aproximação econômica, com o brasileiro manifestando o desejo de ampliar as exportações para a Rússia para melhorar o equilíbrio da balança comercial.
Foi enfatizada a importância do fornecimento de diesel e fertilizantes para o Brasil, peça-chave para a sua matriz energética e agrícola. O diálogo também abriu espaço para planos de cooperação mais intensa em áreas estratégicas, como energia, ciência e tecnologia e setor naval.
No plano geopolítico, Lula expressou decepção com a ONU e seu Conselho de Segurança por não terem conseguido encaminhar soluções para conflitos globais, ressaltando a atuação de Rússia em cenários internacionais. O Brasil reiterou seu compromisso com uma resolução por meio do diálogo, valorizando a proteção de vidas civis nos conflitos.
O presidente brasileiro também reiterou o apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas, enfatizando o alinhamento com propostas multilaterais. No âmbito econômico, a conversa manteve o foco no BRICS e na construção de estratégias conjuntas nos fóruns internacionais, com consenso de seguir fortalecendo a cooperação entre Brasil e Rússia.
Segundo informações oficiais, houve acordo para manter a colaboração entre os dois países em um palanque multilateral, reforçando a importância de protagonismo conjunto em foros multilaterais e o trabalho conjunto no cenário global. A ligação reforçou, ainda, a visão comum de que o diálogo entre distintas nações é ferramenta essencial para a estabilidade econômica e geopolítica.
Fonte: Agência Brasil, parceiro do PrimeiroJornal.
