Resumo: Lula ligou para Trump nesta sexta-feira pela manhã para tratar da retomada de negociações comerciais entre Brasil e EUA e da contenção de conflitos globais. A conversa, de aproximadamente 1h20, foi descrita pelo Planalto como cordial. O encontro também abordou cooperação no combate ao crime organizado, tarifas, desmatamento, propriedade intelectual e as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Palavras?chave: Lula, Trump, comércio Brasil?EUA, cooperação, Ucrânia, Oriente Médio, ONU.
Em uma ligação entre Brasil e Estados Unidos, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump discutiram a retomada das negociações comerciais bilaterais e medidas para conter conflitos internacionais. A conversa, de 1h20, foi apresentada como cordial pelo Planalto, com ênfase na cooperação entre as duas nações.
Crédito: “Agência Brasil”.
Crédito: “Agência Brasil”.
Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas, mesmo com o governo norte?americano citando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de trabalho forçado como justificativas. O presidente ressaltou que as tarifas prejudicam ambos os países e defendeu o diálogo como caminho.
Durante a conversa, Trump mostrou compreensão da necessidade de manter vínculos comerciais fortes e sinalizou que equipes diplomáticas devem se reunir em breve para dar andamento às tratativas.
Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro em ampliar a cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, afirmando que grupos criminosos atuam como terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não devem ser confundidos com organizações terroristas.
O presidente destacou que o Brasil dispõe de instrumentos para enfrentar essas organizações, incluindo a asfixia financeira, já responsável pela apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Também mencionou avanços como a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.
Trump se colocou à disposição para reforçar a cooperação bilateral e indicou que nomes de alto escalão serão designados para avançar as tratativas.
Os dois chefes de Estado discutiram ainda os principais conflitos globais, com ênfase na guerra entre Rússia e Ucrânia e nos desdobramentos no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a necessidade de uma solução negociada para o conflito na Ucrânia, e Trump comentou perspectivas sobre a resolução do confronto com o Irã.
O Brasil também manifestou descrença quanto à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para debater saídas diplomáticas. Reiterando a visão do governo brasileiro, Lula disse: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.”
