Médica suspeita de integrar grupo que falsificava diplomas médicos é liberada 10 dias após prisão

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico

  • Liberdade de médica suspeita de falsificação de diplomas é restabelecida 10 dias após a prisão.
  • A operação Canudo, da Polícia Federal, ocorreu em BA e MG com buscas e prisões.
  • Diploma supostamente falso ligado ao Centro Universitário Funorte em Montes Claros (MG) envolveu a apuração.
  • A defesa sustenta inocência; PF aponta rede de documentos acadêmicos falsos ainda em investigação.

Luís Eduardo Magalhães, Bahia — A médica Aline Candice Carlos Magalhães foi liberada da custódia dez dias após a prisão, vinculada à Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal para desmantelar um esquema de venda de diplomas médicos falsos e de outros documentos acadêmicos.

A defesa afirmou que a liberdade foi restabelecida após protocolo formal junto à Vara Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais, e que as provas apresentadas contra a suspeita são frágeis e não demonstram participação em qualquer falsificação.

Advogados Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos afirmaram que a defesa técnica acredita na plena inocência da médica e que conseguiu o restabelecimento da liberdade em curto espaço de tempo.

A prisão ocorreu no dia 12 de agosto, durante a Operação Canudo, que visava desmantelar um esquema de venda de diplomas e outros documentos usados para facilitar a entrada em instituições de ensino. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão, com ações em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste baiano, e em Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.

Segundo a PF, a investigação teve início em 2023 após o Cremers — Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul — identificar um diploma falso apresentado para registro profissional e comunicar o caso à corporação. O documento supostamente emitido pelo Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG), serviu de pista para a identificação de uma rede dedicada à produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.

As apurações seguem para identificar outras pessoas envolvidas e para levantar quem also adquiriu ou utilizou os documentos falsificados, conforme informações da PF. A defesa, por sua vez, reiterou a inocência da médica, destacando a fragilidade das provas apresentadas até o momento.

Este texto baseia-se em informações divulgadas pelo G1, parceiro do PrimeiroJornal, e pode ser atualizado conforme novas informações oficiais forem divulgadas.

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