Resumo: Maranhão – STF determina busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte de reportagens do Luís Pablo sobre o ministro Flávio Dino. A ação foi solicitada pela Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República.
Maranhão – O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou uma busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex?secretário de Estado, considerado a fonte das reportagens de Luís Pablo que denunciavam o uso irregular de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino no Maranhão. A ação foi solicitada pela Polícia Federal com o aval da Procuradoria-Geral da República.
Confirmação das partes O advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, e a assessoria do STF confirmaram à CNN Brasil a realização da operação. A assessoria acrescentou que a medida decorre de um pedido da Polícia Federal com aprovação da Procuradoria-Geral da República.
Declarações da defesa O advogado afirmou à CNN Brasil que a decisão aponta que, após a quebra dos aparelhos do jornalista, a polícia concluiu que Raimundo Cutrim foi a fonte, que passava informações privilegiadas e contava com o apoio do advogado do jornalista, que também foi alvo de busca e apreensão hoje. “Ou seja, estão investigando a fonte do jornalista e o advogado do jornalista, mas não investigam o que o jornalista denunciou, que foi o uso irregular dos carros oficiais”, disse Leite.
Perfil de Cutrim Raimundo Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal, ex?secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex?deputado estadual, além de adversário político de Flávio Dino. Ele já ocupou o cargo de secretário de Estado do governador Carlos Brandão, hoje crítico de Dino.
Contexto recente Em 11 de julho, Cutrim gravou um vídeo afirmando ter tomado conhecimento das ações judiciais por meio de uma suposta “corrente de boatos” circulando entre parlamentares ligados ao ex?governador. Ele classificou a ação como “onda de terror” no contexto da disputa eleitoral estadual.
Acusações sobre a cobertura Aliados de Dino disseram que o carro particular do ministro era seguido, o que, segundo eles, não comprova o uso de carros oficiais. O jornalista Luís Pablo afirmou que nunca seguiu veículos do ministro e que a prática de usar carros oficiais pela família Dino é comprovada; Pablo negou ter cobrado qualquer quantia para publicar as reportagens, incluindo os valores mencionados de R$ 100 mil.
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