Resumo: Bahia: perícia aponta 56,7% de origem sintética no plano de ACM Neto (2026).
Análise abrange 214 páginas; 12 de 50 blocos apresentam probabilidade de IA >80%.
Publicação na Folha de S. Paulo, pelo jornalista Diego Alejandro, nesta segunda-feira.
ACM Neto afirma que IA foi usada apenas para revisão; propostas foram criadas sem IA.
Bahia — Uma perícia elaborada pela especialista em propriedade intelectual Caroline Nunes concluiu que o plano de governo do ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (União), para a disputa pelo governo do estado apresenta 56,7% de probabilidade de origem sintética. A informação foi divulgada na Folha de S. Paulo pelo jornalista Diego Alejandro nesta segunda-feira (3).
A análise, que examinou as 214 páginas do programa, aponta dispersão incompatível com uma autoria única e homogênea, com trechos variando entre 0% e 91% de probabilidade de origem sintética. Caroline Nunes afirma que partes do documento parecem ter sido redigidas ou reescritas com apoio de inteligência artificial, enquanto outras teriam origem humana.
A perita aponta indícios de intervenção humana, como referências legislativas e técnicas verificadas, além de organização conceitual estável e marcas de edição que sugerem revisão manual, fatores que afastariam a hipótese de um texto inteiramente produzido por IA.
Entre 50 blocos avaliados, 12 apresentaram probabilidade superior a 80% de origem sintética, com os maiores índices nos capítulos sobre segurança pública, desenvolvimento econômico, educação, turismo, cultura, economia criativa e transformação digital.
O relatório ressalva que o padrão pode decorrer de coordenação editorial humana ou de reescrita por ferramentas generativas, e não oferece, isoladamente, uma conclusão definitiva sobre a participação de IA. A assessoria de ACM Neto disse ter usado IA apenas para revisão, garantindo que as propostas foram elaboradas sem IA e que os resultados não constituem prova conclusiva.
