Resumo: Em julho, a região metropolitana do Rio de Janeiro registrou 34 tiroteios entre facções criminosas e milícias, com 29 baleados. Ao todo, foram 196 tiroteios no mês, dos quais 92 foram motivados por ações e operações policiais (47%). 85 pessoas ficaram baleadas, 32 morreram e 53 ficaram feridas. Em 28 de julho, na Avenida Brasil, houve uma chacina que deixou cinco mortos, incluindo um policial. O relatório aponta aumento de baleados em ações policiais e sete agentes baleados na região.
Segundo o relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado, julho registrou 34 tiroteios entre facções criminosas e milícias na região metropolitana do Rio, com 29 pessoas baleadas. Ao todo, 196 tiroteios ocorreram no mês, e 92 deles tiveram motivação ligada a ações e operações policiais, representando 47% do total.
A população convive há décadas com o domínio de grupos armados, e as disputas afetam serviços básicos como saúde, transporte e educação, direta e indiretamente, conforme observam pesquisadores da região.
“Combater o avanço dos grupos armados por meio de investigação, inteligência e sem colocar vidas em risco deve ser a prioridade do Estado”, acrescenta Nhanga.
As operações policiais também chamaram a atenção pelos impactos na região. O levantamento aponta que, ao todo, 92 dos 196 tiroteios do mês ocorreram em decorrência de ações e operações policiais, correspondendo a 47% do total. Essas ocorrências deixaram 85 baleados, entre 32 mortos e 53 feridos.
No dia 28 de julho, a Avenida Brasil foi palco de mais um episódio de violência. Uma perseguição policial terminou em chacina: cinco pessoas mortas, incluindo o policial militar Fernando Plácido Roberto Rocha, de 38 anos. Quatro criminosos que atiraram nos dois PMs do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais também foram mortos em confronto com o Batalhão de Choque que atendeu à ocorrência.
Os dados do relatório mensal indicam que, em média, duas pessoas são baleadas por dia durante ações policiais. As 85 vítimas decorrentes dessas ações representam 59% do total de baleados em julho, que somaram 143 vítimas, com 67 mortes e 76 feridos.
Houve ainda sete agentes de segurança baleados na região metropolitana do Rio. Entre as vítimas, três morreram. Com cinco baleados, os agentes que estavam em serviço representaram a maioria das pessoas atingidas nessas ocorrências.
