Palavras-chave: Weverton Rocha, vazamentos, INSS, PF, Operação Sem Desconto, Willer Tomaz, Piauí, Mendonça, STF, PGR.
Weverton Rocha, senador pelo PDT-MA e vice-líder do governo, enviou à Mesa do Senado um pedido de providências diante de vazamentos de conteúdos obtidos de seu celular funcional apreendido pela Polícia Federal (PF) em dezembro, no âmbito de investigações sobre o INSS. A solicitação foi encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, neste final de semana, após a divulgação de uma foto dele na piscina, ao lado de outros políticos, no rancho do advogado Willer Tomaz.
Segundo a revista Piauí, a imagem — registrada em abril de 2023 — mostra Rocha ao lado de Arthur Lira, Elmar Nascimento, Alexandre Ramagem, Paulo Azi e Juscelino Filho. A divulgação de mensagens e fotos pessoais, conforme a matéria, expõe parlamentares não investigados e sugere instrumentalização de material sigiloso.
No documento, Rocha argumenta que a divulgação viola intimidade, sigilo dos autos e presunção de inocência, podendo caracterizar crime de violação de sigilo funcional. O parlamentar solicita que a Advocacia do Senado acione o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, além da PGR e da Corregedoria da PF, para apurar a origem dos vazamentos e responsabilizar os envolvidos.
O senador também pediu a preservação de provas e o envio de requerimento ao Ministério da Justiça para indicar medidas de contenção de vazamentos. Rocha solicitou ainda que a comissão competente e a Ouvidoria do Senado sejam informadas para defender as prerrogativas dos membros expostos.
A investigação ligada à Operação Sem Desconto já estava em curso desde o ano passado. Na nova fase deflagrada, as autoridades miram um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com suspeitas de uso de estruturas de empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis para ocultar a origem de recursos envolvidos em fraudes no INSS.
Em nota, o advogado Willer Tomaz repudiou a divulgação da foto, registrada em evento particular em sua propriedade e vazada do celular do senador, afirmando que o material não guarda relação com a atividade profissional do advogado nem com os fatos noticiados. Tomaz destacou ainda que Rocha não é investigado por fraudes previdenciárias no inquérito em curso.
