Resumo: Brasil registra queda de 30% nas mortes por malária em 2025 (39 contra 56 em 2024); casos graves caíram 30,7%; a tafenoquina, em dose única, foi incorporada ao SUS, beneficiando mais de 33,7 mil pessoas até jun/2026.
Brasil registrou queda de 30% no número de mortes por malária em 2025, passando de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, as formas graves da doença tiveram redução de 30,7% no período, conforme dados do Ministério da Saúde.
O total de registros de malária no Brasil em 2025 foi de 118.037, queda de 15% em relação a 2024 e o menor volume desde 1978, de acordo com o levantamento do Ministério da Saúde.
“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.
Os resultados são atribuídos à implantação da tafenoquina no SUS em dose única desde 2024, estratégia voltada a prevenir recidivas, ampliar o diagnóstico e facilitar o acesso a testes e tratamento adequado.
O medicamento, considerado um dos principais avanços no tratamento disponível no SUS, foi incorporado em 2023 para pacientes com 16 anos ou mais e peso mínimo de 35 kg, com ação prolongada que ajuda a evitar novas manifestações da malária.
Até junho de 2026, a tafenoquina já constava no tratamento de mais de 33,7 mil pessoas; entre esses pacientes, 3.920 tratamentos ocorreram em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Segundo o ministro, o território Yanomami foi a primeira área indígena a receber a medicação no combate à malária. Entre março e junho de 2026, as recaídas recuaram 61,9% frente ao mesmo período de 2025, e de janeiro a julho os casos caíram 55% no conjunto do território.
“Conseguimos felizmente interromper o verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami. Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos por malária. Isso não só com as ações combinadas contra a malária, mas com a recuperação nutricional daquele povo”, disse Padilha.
A tafenoquina também está disponível em formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e peso mínimo de 10 kg, desde março.
Resumo: Brasil intensifica campanhas de vacinação contra sarampo após 38 casos importados identificados em SP, Espirito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. Até junho de 2026, 1.446 crianças e adolescentes já receberam este tratamento no país. Governos reforçam ações em todo o território; casos importados seguem com cepas de EUA/Canadá.
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O que aconteceu – O Brasil está reforçando a vacinação contra o sarampo após a identificação de 38 casos importados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. O ministro Padilha informou que, neste momento, há reforço da vacinação em todo o país. Até junho de 2026, 1.446 crianças e adolescentes já tinham recebido este tratamento no país.
Contexto e declarações oficiais – Em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Em 2025, mesmo com os 38 casos importados, a certificação não foi perdida por causa da vacinação, afirmou o ministro em declaração veiculada pela imprensa.
“Não à toa em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Em 2025, mesmo com os 38 casos importados, por causa da vacinação não perdemos o certificado [o certificado de país livre de sarampo]”, relatou.
Histórico de controle da doença – Segundo Padilha, em 2019 o país perdeu o certificado por falta de ações de controle que resultaram em surtos em Guarulhos, São Paulo e São Bernardo. A capital chegou a registrar 20 mil cadastros naquele momento, levando as autoridades a ampliar a faixa vacinal nessas cidades.
Faixa etária e avanços na vacinação – Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo, a vacinação passou a abranger pessoas a partir de 6 meses até 59 anos, independentemente do status vacinal anterior ou da checagem de carteira. A prefeitura de São Paulo informou que já ultrapassou 70 mil vacinadas na capital.
Origem das cepas e contexto regional – Padilha destacou que os casos importados de sarampo nas três cidades envolviam cepas que circularam nos Estados Unidos e Canadá. “O continente americano, desde 2025, vem registrando uma explosão de casos na América do Norte. Os Estados Unidos, Canadá e México são responsáveis por mais de 75% dos casos no continente americano”, afirmou.
