Resumo: PCERJ deflagra a Operação Preço do Poder para investigar suposto esquema de propina na Câmara Municipal de Japeri, Baixada Fluminense, envolvendo vereadores e a possível tentativa de afastar a prefeita Fernanda Machado Ontiveros. A ação apura oferta de vantagens, cargos em comissão e uso de servidores fantasmas, com buscas em três alvos pela DRCI.

Operação Preço do Poder foi deflagrada nesta sexta-feira (21/08/2026) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) para apurar um possível esquema de corrupção na Câmara Municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, com o objetivo de viabilizar o afastamento da prefeita Fernanda Machado Ontiveros. A ação investiga a oferta de vantagens econômicas e cargos públicos para influenciar votações e formar uma maioria favorável ao afastamento.
A prática investigada envolve suposta utilização da estrutura da Câmara para viabilizar vantagens e possível cooptação de vereadores, com foco na atuação de três alvos na cidade, sob a coordenação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). As buscas e apreensões são realizadas com mandados autorizados pela Justiça.
Entre os envolvidos estão os vereadores Rogério Gomes Castro e Mateus Coutinho Ferraz. A apuração teve início a partir de registro de ocorrência sobre articulações entre agentes públicos para obtenção de vantagens patrimoniais indevidas e cooptação de parlamentares.
Propostas de propina apontam para a promessa de até R$ 400 mil para manter um parlamentar alinhado ao grupo político. Em mensagens telemáticas, um vereador relatou dificuldades financeiras e solicitou auxílio de valores como R$ 14 mil; em outra conversa, afirmou que, se o apoio não fosse providenciado, “vai dar ruim”.
Intermediário e cargo público há indicação de um homem nomeado para um cargo em comissão que atuaria como intermediador operacional e financeiro das vantagens. Também estão sob escrutínio dois vereadores, conforme as evidências reunidas pela investigação.
Medidas e próximos passos fazem parte da atuação da DRCI, que abriu diligências para esclarecer a dinâmica do suposto esquema e identificar outras pessoas envolvidas. Os agentes buscam celulares, computadores, tablets, mídias de armazenamento e documentos que possam esclarecer os fatos e a participação de terceiros.
