Resumo – Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escolhe Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na sua chapa; Gaspar é alvo de inquérito no STF por suspeita de estupro de vulnerável. A denuncia, apresentada por Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS), levou à abertura de apuração. Gaspar negou as acusações e acionou medidas legais. Caso tramita no STF, com pedidos de esclarecimentos; decisão ainda não proferida.
O episódio que marcou o dia ocorreu no dia da leitura do relatório final da CPMI do INSS, em 27 de março, quando Gaspar apresentou o relatório. Durante a leitura, houve confronto entre as partes: Lindbergh Farias chamou o relator de “estuprador” e Alfredo Gaspar retrucou, chamando o deputado petista de “criminoso” e “corrupto”.
À tarde, no intervalo da CPMI, Gaspar concedeu entrevista coletiva na qual dirigiu ataques a Lindbergh, classificando-o como “drogado”, “ladrão” e “cafetão”, entre outros xingamentos. O relator informou que iria representar contra o petista no Conselho de Ética.
No fim da tarde, Lindbergh Farias, acompanhado pela senadora Soraya Thronicke, protocolou uma notícia de fato à Polícia Federal solicitando providências urgentes para apurar a denúncia, com pedido de tramitação sob sigilo, preservação probatória e proteção das pessoas envolvidas.
Lindbergh e Soraya afirmaram ter recebido registros documentais e conversas que apontam a prática de estupro de vulnerável contra uma menina de 13 anos à época. Gaspar negou as acusações.
Além disso, Gaspar divulgou o depoimento de uma mulher que negou a paternidade atribuída a ele, apontando um primo como pai biológico. O parlamentar realizou também um exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas para desmentir a suspeita de paternidade.
Em resposta às acusações, Gaspar ajuizou queixa-crime no STF e apresentou uma representação criminal na PGR e na PF contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, alegando calúnia, difamação e injúria durante as sessões da CPMI e em entrevistas à imprensa.
Por sua vez, Lindbergh Farias protocolou uma segunda representação contra Gaspar no STF. O deputado do PT afirma que Gaspar cometeu calúnia, difamação e injúria com declarações proferidas durante as sessões da CPMI e em entrevistas.
Atualização processual, os casos tramitam sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes; em 17 de abril, ele determinou que os três parlamentares apresentassem esclarecimentos, ainda sem decisão sobre os processos.
