Cadu Santoro fala venda de Mingo, projeta movimentações 2027 e Sub-20

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em coletiva no CT Evaristo de Macedo, o Bahia confirmou a venda do zagueiro Ramos Mingo ao América, do México, por aproximadamente R$ 51 milhões, com o clube mantendo 20% dos direitos econômicos. Não houve reposição imediata anunciada; o objetivo é manter o elenco para o restante da temporada e planejar reforços para 2027. O Bahia aponta equilíbrio entre investimentos, receitas e desempenho, sob o guarda?chuva do Grupo City, e aponta números de 2025 apontando 14ª maior receita e 12ª folha salarial na Serie A.

Palavras-chave: Bahia, Ramos Mingo, América (México), Grupo City, contratações 2025, Série A

CT Evaristo de Macedo, sede de treinamentos do Bahia, foi o palco da entrevista coletiva na manhã deste sábado (12) com o diretor de futebol Cadu Santoro. O tema principal foi a venda do zagueiro Ramos Mingo ao América, do México, anunciada logo após o encerramento da janela de transferências.

O Bahia havia adquirido o defensor argentino por cerca de R$ 25 milhões em janeiro de 2025, mantendo 20% dos direitos econômicos após a transferência para o clube mexicano. A venda foi fechada em valor próximo a R$ 51 milhões, conforme informado pela diretoria.

Santoro destacou que não era desejo perder o atleta, e que Rogério Ceni ficou mais consternado com a saída de um titular, pois nenhum treinador gosta de ver partida convocada. Ainda assim, o dirigente afirmou que as decisões foram tomadas para resguardar a saúde financeira do clube.

Mesmo com a saída de um titular, o Bahia não anunciou uma reposição de emergência. Segundo o diretor, o elenco apresenta opções suficientes para fechar a temporada com qualidade, e qualquer contratação adicional ficará para o planejamento de 2027.

Santoro reforçou a linha adotada desde a chegada do Grupo City, reconhecendo que o clube já vivenciou diferentes fases: 2023 foi o “ano zero” com foco na permanência na Série A, enquanto 2024 teve uma janela de investimentos mais agressiva para fortalecer o elenco. O objetivo, segundo ele, é manter equilíbrio entre arrecadação, despesas e desempenho esportivo.

Nos números de 2025, o Bahia figura com a 14ª maior receita da Série A e ocupa a 12ª posição na folha salarial, o que, de acordo com a diretoria, evidencia a necessidade de planejamento contínuo e responsabilidade fiscal para a montagem de futuras temporadas.

O dirigente encerrou destacando que o clube não negocia com promessas de investimento ilimitado, e que o foco continua em manter a sustentabilidade financeira aliada ao desempenho, com reforços a serem avaliados conforme o orçamento permita e a evolução do projeto sob o Grupo City.

Resumo

Bahia afirma estar com a 14ª receita e a 12ª folha da Série A em 2025, em meio a 59 rodadas no G-8. A gestão CFG é apresentada como motor de investimentos na janela de transferências, com Alejo Vélez como principal contratação, ao lado de Marco Moreno, Guido Herrera e Lautaro López. Saídas: Gilberto, Marcos Felipe, Iago Borduchi, Gabriel Xavier e Ramos Mingo. O clube destaca planejamento de elenco e formação de jovens.

Bahia registra, segundo informações da gestão, a 14ª receita e a 12ª folha da Série A em 2025 e sinaliza estar há 59 rodadas no G-8, reforçando a leitura de desempenho financeiro acima da média do clube. A fala indica que o crescimento vem acompanhando a evolução do elenco, com foco em manter a competitividade por meio de investimentos e planejamento.

Na janela de transferências do meio do ano, o Bahia confirmou o investimento em Alejo Vélez, contratado em definitivo junto ao Tottenham com vínculo até 2031. Além dele, vieram o zagueiro Marco Moreno e o goleiro Guido Herrera, ainda próximos do fechamento, enquanto o volante Lautaro López chegou em emprestado. Entre as saídas, constam nomes como Gilberto, Marcos Felipe, Iago Borduchi, Gabriel Xavier e Ramos Mingo.

“É muito relativo o que é ser agressivo. Hoje temos a contratação do Alejo Vélez como a segunda ou terceira maior compra da janela do meio do ano. Vamos continuar investindo mais do que vendendo, mantendo o foco em rejuvenescer o elenco e manter a equipe competitiva”, comentou o dirigente em análise sobre a estratégia de mercato.

CENÁRIO DO SUB-20 – O clube também detalhou ajustes na formação de jovens. Cadu Santoro explicou a contratação do jovem zagueiro Luiz Gustavo, que chegou ao Bahia com idade de sub-20 e experiência no futebol profissional, ainda em processo de formação. A diretoria enfatizou que o reforço não seria apenas para o presente, mas pensado também para o futuro da equipe.

Além disso, o clube comentou a dinâmica de jovens promissores em desenvolvimento, como Dell e outros atletas em diferentes estágios de evolução dentro do elenco. No caso de Dell, citou-se participação no início do Campeonato Baiano e oscilações durante a transição para o futebol profissional. Já Caio Suassuna teve espaço ganho em momentos de destaque, em meio ao fortalecimento da base do time.

Resumo jornalístico

Bahia avalia continuidade de jovens da base após a primeira metade do Campeonato Baiano; Dell, 18 anos, ganha espaço no profissional com Caio Suassuna surgindo como artilheiro da Seleção Sub-20; decisões sobre contratos de Sidney e Roger Gabriel são analisadas pela diretoria.

Palavras-chave: Bahia, base, Caio Suassuna, Dell, sub-20, contrato, renovação

Bahia mantém a aposta em jovens da base mesmo após a primeira metade do Campeonato Baiano. Dell, de 18 anos, realizou poucos minutos na competição e, como é comum entre atletas da idade, passou por oscilações. Nesse cenário, Caio Suassuna despontou como artilheiro da Seleção Sub-20 e passou a transitar para o elenco profissional, fortalecendo a estratégia de desenvolvimento do clube.

“A nossa forma de trabalhar é de muita calma no desenvolvimento do atleta e não queimar etapas, porque a fase mais difícil para qualquer jogador é a transição da base para o profissional.” A frase é do dirigente Cadu Santoro, que reforça que o Bahia não pressiona a subida de jovens e prioriza o amadurecimento técnico antes de inseri-los no time principal.

Santoro detalha como o clube gerencia a permanência de atletas que estão próximos de ultrapassar a idade de formação. “Quando estoura uma idade, no caso de alguns atletas, o contrato termina junto com a idade de sub-20. A gente faz isso justamente para não termos risco alto de muitos atletas com idade de sub-20 estourada e com salários que você precisa continuar pagando para realocar. Os atletas que acreditarmos que tem o potencial de jogar no Bahia naturalmente renovaremos. Podem continuar aqui ou até ser emprestados para desenvolver.” Em relação aos casos de Sidney e Roger Gabriel, o dirigente ressalta que são situações distintas: Roger, que já teve passagem pelo profissional aos 16 anos, ainda tem um ano de sub-20; Sidney, por sua vez, já teve a renovação confirmada, e empresários foram consultados para planejar os próximos passos, incluindo a permanência no Bahia ou a busca por oportunidades em outra instituição.

Em síntese, o Bahia mantém uma linha de planejamento que envolve não apenas o desenvolvimento técnico, mas também a gestão financeira dos contratos. A meta é manter jovens com potencial no clube ou liberá-los para empréstimos que acelerem a experiência, sempre com avaliação da diretoria antes de qualquer decisão.

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