EUA atacam Irã; Irã reage mirando bases dos EUA

Escrito por: Diógenes Cunha

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Confrontos entre Irã e EUA se intensificam no Oriente Médio, com ataques mútuos a bases norte-americanas no Irã, Kuwait, Jordânia e Iraque. Mercados recuam e o petróleo sobe após as ações. CENTCOM, IRGC e agências internacionais reportam operações e impactos, com primeiras avaliações sobre vítimas.

Oriente Médio — Os confrontos entre Irã e Estados Unidos se intensificaram nesta quarta-feira (2), marcando o maior choque entre Teerã e Washington desde julho. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) informou ter atacado defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, além de sistemas de radar, recursos marítimos, infraestruturas de mineamento e instalações de telecomunicações, em retaliação a ações iranianas na região.

O Irã, por sua vez, acusou Washington de ter mirado uma festa de casamento, alegando várias vítimas, enquanto respondia com ataques a alvos norte?americanos em Bahrain, Jordânia, Kuwait e Iraque. O país também disse ter lançado ações contra a vasta rede de bases americanas no Oriente Médio, com o objetivo de expulsar as forças dos EUA da região.

A mídia iraniana destacou ataques próximo ao Estreito de Hormuz, via estratégica para o tráfego de petróleo, onde Teerã tem repetidamente ameaçado interceptar navios. O Comando Militar iraniano afirmou que seus contingentes terrestres participaram de ações conjuntas com mísseis e drones contra bases americanas em Erbil, no norte do Iraque, alegando ter infligido baixas entre militares dos EUA.

Do lado dos EUA, autoridades destacaram que as operações visaram limitar as defesas iranianas e interromper capacidades logísticas. No entanto, a perspectiva de escalada provoca reações internacionais, com cautela sobre o desenrolar dos acontecimentos e seus impactos econômicos globais. Segundo informações iniciais, as avaliações sobre números de vítimas variam entre as fontes, com Reuters e outras agências monitorando os desdobramentos.

Em Kuwait, o Irã afirmou ter atingido a Base Aérea Ali Al-Salem com mísseis e drones, mirando também a residência de um comandante norte?americano. O corpo de bombeiros local informou ter combatido um incêndio em um complexo residencial atingido por um drone iraniano, registrando danos, mas sem vítimas. O Catar, que abriga a maior base aérea dos EUA no Golfo, declarou que considera Teerã plenamente responsável legalmente pelos ataques e por suas repercussões. Bahrain informou ter interceptado e destruído drones iranianos.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que suas forças terrestres conduziram ataques coordenados com mísseis e drones contra bases dos EUA em Erbil, no norte do Iraque, alegando ter eliminado um número significativo de militares americanos. Autoridades ocidentais mantêm avaliações sobre eventuais vítimas, com relatos conflitantes até o momento, enquanto as potências tentam evitar uma escalada ainda maior na região.

Resumo: Relatos contraditórios sobre ataques envolvendo EUA e Irã no Estreito de Hormuz. O Irã afirma pelo menos 12 mortos — incluindo uma criança de 4 anos — e dezenas de feridos em uma festa de casamento em Sirik; a Reuters ainda não confirmou as informações. Autoridades americanas não se pronunciaram.

Sirik, Irã — Conforme informações divulgadas pelo governo iraniano, ao menos 12 pessoas morreram na noite em que, segundo o país, ocorreram ataques vinculados aos Estados Unidos, durante uma celebração de casamento em uma residência da cidade costeira junto ao Estreito de Hormuz. Entre as vítimas estaria uma criança de quatro anos, segundo as autoridades.

A imprensa oficial iraniana informou ainda que até 68 pessoas ficaram feridas no local, apresentando imagens de crianças feridas em hospitais. As autoridades também compararam o incidente a ataques a escolas durante conflitos, destacando que o episódio seria de grande gravidade para o início da guerra na região.

A Reuters não conseguiu verificar de modo independente as reportagens vindas de Sirik, e autoridades norte-americanas não se manifestaram sobre o assunto até o momento.

Um vídeo atribuído à Agência de Notícias da Ásia Ocidental mostrou escombros espalhados em volta de uma residência e no pátio, com um par de sandálias femininas ao lado de um tapete manchado de sangue. Um dos relatos veiculados pela agência é de que a festa seguia quando houve o ataque.

“Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, disse Ali Molahi, identificado como o pai da noiva, em entrevista publicada pela imprensa local.

A troca de tiros provocada na região é destacada como a mais grave desde julho, quando o governo norte?americano interrompeu uma rodada de bombardeios após alertas de seus comandantes de que as ofensivas estavam se tornando sem alvo significativo.

Saiba mais sobre este caso no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, que acompanhou as informações disponíveis até o momento.

*Reportagem adicional de Parisa Hafezi e Jana Choukeir em Dubai, Idrees Ali e Daphne Psaledakis em Washington, e Yasmine Ghania e Muhammad Al Gebaly no Cairo

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