Resumo: Candidata à Câmara dos Deputados Paola Daniel (PRD), ex-mulher de Daniel Silveira, pediu medida protetiva contra o ex-marido na 106ª DP-RJ, em Petrópolis. Ela acusa ameaças, lesões e perseguição, afirma que Silveira pagava pessoas para monitorá-la e instalou um rastreador no carro. Defesa nega; Paola também requer proibição de aproximação ao comitê eleitoral em Itaipava.
Petrópolis, RJ – A candidata à Câmara dos Deputados Paola Daniel (PRD), ex-mulher do ex-deputado federal Daniel Silveira, protocolou na segunda-feira um pedido de medida protetiva contra o ex-marido na 106ª Delegacia de Polícia (DP-RJ), em Petrópolis. Ela o acusa de ameaças, lesões corporais, violência psicológica e difamação, e afirma que Silveira pagava pessoas para persegui-la. O relato foi repercutido pelo jornal O Globo, parceiro do PrimeiroJornal, com base em informações repassadas ao veículo.
Conforme o depoimento de Paola, o ex-marido não aceitava o término do casamento, iniciado há cerca de um ano e meio, e teria iniciado as agressões em 2022, quando ainda estava preso. Ela afirma que Silveira chegou a contratar detetives para monitorar seus passos e que encontrou um rastreador no carro. Paola também diz que, apesar de a prisão ainda vigente, ele enviava mensagens para amigas para saber onde ela estava.
A defesa de Silveira negou as acusações. Paola solicitou que o ex-marido seja proibido de se aproximar dela, de seus familiares e de testemunhas, além de impedir qualquer contato por meios de comunicação e a sua participação no comitê eleitoral em Itaipava.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paola afirmou que, mesmo diante de apoio de alguns ao ex?marido pela atuação política, ele é, segundo ela, “uma pessoa horrorosa” e que manterá a campanha de forma tranquila, sem citar diretamente Silveira. Ela acrescentou que a verdade virá à tona.
Contexto legal – O relato também retrata que a agressão física envolveu um tapa no ouvido em 2022, pouco antes da segunda prisão de Silveira, que resultou em um mês com a audição comprometida. Paola afirmou não ter procurado atendimento médico por medo de repercussão e do comportamento do ex-marido.
O que aconteceu: Paola registrou ocorrência policial contra o ex-deputado Daniel Silveira, sob acusações de ameaças, perseguição psicológica e difamação vinculada à campanha eleitoral. O relato menciona que Silveira teria contratado pessoas para persegui-la e instalado um rastreador com microfone no carro, descoberto em uma oficina.
Segundo Paola, Silveira ligava e enviava mensagens mesmo quando ele estava preso, cobrando informações sobre um suposto amante. Em um trecho das mensagens, ela cita: “Acho melhor você pensar direito”, segundo o relato apresentado à polícia.
Ela afirmou que tentou encerrar o relacionamento, mas ele disse que cometeria suicídio como forma de pressão psicológica. Quando Silveira saiu da prisão, em 2024, o relacionamento terminou; a acusação também aponta que ele chegou a ir à casa dos pais e da irmã de Paola para pressioná-la.
Uma testemunha de Paola também foi à delegacia para corroborar as ameaças, relatando que recebia ligações e mensagens do ex-marido cobrando informações. Em certos momentos, a testemunha enviou fotos para provar que estariam na faculdade, e não em festa, conforme prints anexados no registro.
DIFAMAÇÃO POR MOTIVOS ELEITORAIS: com a campanha, Paola diz sofrer difamação nas redes sociais e em veículos de imprensa. Mesmo proibida de usar redes, ela afirma que Silveira estaria operando contas falsas para disseminar ataques. Uma publicação da página “Daniel Silveira Sem Preparatus”, veiculada na segunda-feira (14), afirma que Paola estaria “comemorando em festa, dançando e bebendo” no dia em que Silveira voltou à prisão, em 24 de dezembro de 2024, e orienta eleitores a não votarem nela, alegando que Paola humilhou o ex-parlamentar.
Paola relatou ainda que a página seria administrada pelo próprio Silveira e destacou que as postagens a motivaram a procurar a polícia. Ela disse possuir mais duas testemunhas e áudios que corroboram as acusações, além de documentos que comprovam o conteúdo das mensagens trocadas com Silveira.
Em resposta, a defesa de Daniel Silveira negou as acusações, afirmando que não correspondem à realidade e ressaltando que o relacionamento terminou há aproximadamente um ano e meio. O trecho final da nota da defesa ressalta o encerramento da relação e rejeita as acusações apresentadas pela vítima.
Resumo: Defesa de Daniel Silveira contesta acusações sem provas, afirma que não administra redes sociais e adotará medidas legais em caso de conteúdo falso. Contexto inclui histórico do ex-policial militar e ex-deputado, com menção a Petrópolis, STF e PSL. Palavras-chave: Daniel Silveira, defesa, redes sociais, denunciação caluniosa, Petrópolis, PSL, STF.
Petrópolis — A defesa de Daniel Silveira divulgou uma nota na qual rechaça acusações apresentadas sem provas e sustenta que eventual imputação consciente e falsa da prática de crime às autoridades competentes pode ensejar a apuração das responsabilidades cabíveis, inclusive sob a perspectiva do crime de denunciação caluniosa, previsto no art. 339 do Código Penal.
A defesa também afirma que Daniel Silveira não possui nem administra redes sociais, e não pode ser responsabilizado por publicações de terceiros que usem seu nome sem comprovação de participação, autorização ou ingerência sobre o conteúdo.
Além disso, a nota registra que a defesa acompanhará a divulgação de informações sobre o caso e que, diante de conteúdos falsos ou que atribuam ao ex-parlamentar fatos sem respaldo probatório, serão adotadas as medidas cabíveis para preservar sua honra e imagem.
QUEM É DANIEL SILVEIRA
Daniel Silveira é ex-policial militar e ex-deputado federal, eleito em 2018 pelo PSL. O político ganhou notoriedade pelo ato em Petrópolis em que rasgou uma placa em homenagem a Marielle Franco, ao lado de aliados. Em 2021, foi preso após publicar um vídeo com ameaças a ministros do STF e defesa de medidas de ruptura institucional. Em 2022, foi condenado a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de coação no curso do processo e incitação à abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O então presidente Jair Bolsonaro concedeu-lhe indulto presidencial, que foi anulado pelo STF. Silveira perdeu o mandato e, após cumprir períodos em regimes diferentes, atualmente cumpre a pena em regime aberto.

