Grito dos Excluídos promove ações por moradia e contra violência

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos em mais de 50 cidades do Brasil, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. O ato defende moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade e defesa do SUS, com o lema “Mulheres Vivas e Soberania!”. Prisões de pauta também incluem democracia e luta contra violência de gênero. A Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, traz os detalhes das manifestações pelo país.

São Paulo – Em São Paulo, a capital sediou a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas que percorreram o centro da cidade e encerraram com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, ocorreu um café da manhã comunitário que reuniu participantes de diferentes organizações. O lema da edição destacou a defesa da Terra, da Paz e da Moradia, com o clamo: “Mulheres Vivas e Soberania!”.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, o movimento reuniu militantes de diversas organizações, incluindo a Central dos Movimentos Populares e o Educafro. Entre as pautas, estavam moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do SUS, combate ao feminicídio e a todas as violências contra as mulheres, bem como o enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras, ressaltou que a liberdade plena só ocorrerá quando não houver mais pessoas em situação de rua no país. Em meio às falas, manifestantes destacaram a necessidade de avançar em políticas públicas que assegurem moradia e direitos básicos a comunidades vulneráveis.

São Paulo também registrou a participação de outras pessoas que enfatizaram a importância de pautas como moradia digna e proteção a direitos civis, com depoimentos que reforçaram a luta por serviços públicos de qualidade e pela ampliação de garantias sociais para comunidades marginalizadas.

Rio de Janeiro – No Rio de Janeiro, o ato ganhou as ruas ao cruzar a Avenida Presidente Vargas, uma das vias centrais, com início programado logo após o Desfile de Sete de Setembro. A mobilização, que também integra as ações locais do Grito, manteve o foco em moradia, democracia e direitos humanos, além de denúncias de violência e exclusão social.

Protagonismo e depoimentos – Em diferentes cidades, relatos de participantes destacaram a necessidade de políticas públicas consistentes para garantir dignidade a populações vulneráveis. Deuza Cordeiro de Lima compareceu à manifestação para denunciar violência policial, citando que o seu filho foi assassinado pela polícia, e que os responsáveis permanecem livres. Já Ce?lia Souza enfatizou que a luta é pela moradia como direito básico que não pode ser negado.

A cobertura do Grito dos Excluídos aponta para uma mobilização contínua, com foco em direitos fundamentais, democracia e combate a formas de violência que atingem minorias. A iniciativa, que envolve diversas organizações sociais, segue ampliando o debate sobre políticas públicas e inclusão social.

Este texto utiliza informações da Agência Brasil, parceiro do PrimeiroJornal, que acompanhou as manifestações em várias cidades do país.

Resumo: Grupo de ativistas levou encenações teatrais à marcha Grito dos Excluídos no Rio de Janeiro, em 07/09/2026. A ação, promovida pela Escola de Teatro Popular, contou com Julian Boal como coordenador e defendeu soberania nacional, democracia e moradia digna, visando ampliar a participação popular além das eleições.

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 — Segundo informações da Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, um grupo de ativistas levou encenações teatrais para a marcha do Grito dos Excluídos, no centro da cidade. As esquetes, apresentadas no meio da marcha, defenderam a soberania nacional e a democracia, e foram promovidas pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Entre os coordenadores está o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido. A coordenação do grupo enfatizou que a presença teatral busca ampliar a participação popular na mobilização e mostrar que a democracia não se encerra com as urnas.

“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”

Ricardo Pitta, coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, ressaltou que somente por meio de mobilização popular as camadas mais vulneráveis da sociedade conseguirão reverter as injustiças que enfrentam e que as demandas frequentemente ficam subordinadas ao calendário eleitoral, o que ele defende como entrave à resolução dos problemas de moradia.

Durante o trajeto, houve críticas ao tariffação imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e defesa do fim da chamada pauta 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda depende de votação no Senado, após as eleições. Também foram exibidas fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) para reforçar a necessidade de vigilância democrática e evitar o retorno de regimes autoritários.

Rio de Janeiro - Grito dos Excluídos
Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

A cobertura, realizada com base em informações da Agência Brasil, enfatiza a leitura de que a participação cidadã pode caminhar junto de ações culturais e políticas, estimulando debates sobre direitos civis e sociais e fortalecendo a resistência a medidas que possam restringir a democracia.

Resumo: Em 07/09/2026, atos do Grito dos Excluídos ocorreram no Rio de Janeiro e em Brasília. No Rio, cerca de 15 provocadores tentaram hostilizar manifestantes, com intervenção de policiais. Em Brasília, o Núcleo de Ecologia Integral apresentou carta de compromisso com a ecologia integral, com quatro eixos, incluindo a Estação Ecológica de Águas Emendadas, e anunciou a entrega da cópia aos eleitos após as eleições. Economista Maria do Carmo Botafogo comenta a urgência de políticas ecológicas.

Palavras-chave: Grito dos Excluídos, ecologia integral, meio ambiente, Brasília, Rio de Janeiro, Estação Ecológica de Águas Emendadas

Rio de Janeiro (RJ) — Integrantes de movimentos sociais participaram do Grito dos Excluídos no Dia da Independência, no centro da cidade, na tarde desta sexta-feira (07/09/2026).

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.

Brasília

Brasília (DF) — Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília, 07/09/2026 — Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o ato, o Núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral, destinada a integrar candidaturas do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano. O documento, fruto de seminário que reuniu diversos membros, está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiárias; políticas urbanas e resíduos no DF e entorno; justiça climática e proteção às vítimas, além de propostas sobre uma nascente, a Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta as bacias Tocantins-Araguaia e Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos”, afirmou o grupo, reforçando o compromisso com a ecologia integral e a proteção dos recursos hídricos da região.

Resumo

Brasília (DF) – 07/09/2026: a professora Altaci Kokama participou do ato Grito dos Excluídos, em Brasília. A manifestação enfatizou a voz de grupos vulneráveis e a necessidade de apoio logístico para a mobilização. Cobertura de Agência Brasil; foto de Valter Campanato.

Brasília (DF) — No dia 7 de setembro de 2026, a professora universitária Altaci Kokama participou do ato Grito dos Excluídos, realizado na capital federal. A manifestação reuniu pessoas em situação de vulnerabilidade para reivindicar direitos básicos e mudanças sociais, conforme registro fotográfico da Agência Brasil.

A dirigente destacou que, para ela, os excluídos são “aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, ressaltando o desafio de mobilizar esse público.

Ela também apontou as dificuldades logísticas para engajar os participantes: “Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, afirmou, destacando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

Para a professora Kokama, em suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento em que quem vive à margem da sociedade tem voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações.

A reportagem é de jornalistas da Agência Brasil, com cobertura de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama participa do ato Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Colaboração de reportagem: Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo).

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Vendedores ambulantes desfilam no 7 de Setembro em busca de sustento

Resumo: Em Brasília (DF), o Desfile da Independência trouxe vendedores ambulantes como Palhaço Bolinha, interpretado por Renato Siqueira, carregando 30 balões e algodões-doces...

Desfile cívico-militar marca início do Dia da Independência em Brasília

Resumo da matéria Local: Brasília – Esplanada dos...

Sete de setembro: soberania, Copa e combate ao feminicídio em pauta

Resumo rápido: Desfile cívico-militar do Dia da Independência acontece em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, às 9h. O governo destaca três eixos: soberania...