Aracy Amaral, crítica de arte e estudiosa do modernismo, morre aos 96

Publicado por Diógenes Cunha
Resumo: Morre aos 96 anos a renomada crítica de arte, curadora e historiadora Aracy Amaral, referência na obra de Tarsila do Amaral e no estudo do modernismo brasileiro. Velório no Parque Morumby (São Paulo) a partir das 14h, sepultamento às 17h. Legado inclui catálogos e amplo impacto no museu e na imprensa.

Parque Morumby, em São Paulo – Morreu aos 96 anos a crítica de arte, curadora e historiadora Aracy Amaral. O anúncio da morte foi feito por amigos e familiares nesta terça-feira (15). O velório ocorre no cemitério Parque Morumby a partir das 14h, com sepultamento às 17h. Amaral foi uma das maiores referências na pesquisa sobre o modernismo brasileiro e na obra de Tarsila do Amaral.

Contribuições e trajetória Em 1969, Amaral tornou-se mestre em História da Arte pela USP, com o trabalho “As Artes Plásticas na Semana de 22”, obra que se tornou referência nos estudos do período ao longo das décadas seguintes.

Catalogação de Tarsila Em 1975, ela liderou a primeira grande catalogação da obra de Tarsila do Amaral, com a publicação “Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo”. Décadas depois, em 2008, supervisionou a criação do catálogo raisonné da modernista, considerado a compilação definitiva de sua produção.

Entre outras publicações, Amaral escreveu Blaise Cendrars no Brasil e os Modernistas, A Hispanidade em São Paulo: Da Casa Rural à Capela Santo Antônio e Arte e Meio Artístico: Entre a Feijoada e o X-Burger, além de organizar Correspondência: Mário de Andrade e Tarsila do Amaral.

Ela também ocupou cargos de gestão cultural, assumindo a direção técnica da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1975 e 1979, período marcado pela renovação institucional e pela ampliação do diálogo com instituições da América Latina. Em 1982, ocupou o mesmo cargo no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.

Como jornalista e pesquisadora, colaborou com veículos como o O Estado de S. Paulo, o Correio da Manhã e a Arts Magazine, além de apresentar um programa diário de artes plásticas na Jovem Pan em São Paulo, durante os anos 1970.

As pesquisas de Amaral serviram de base para inúmeras exposições em instituições de destaque. Entre elas, o 34º Panorama da Arte Brasileira do MAM, realizado em 2015. A mostra Da Pedra da Terra Daqui reuniu obras de artistas como Cildo Meireles e Cao Guimarães, em diálogo com a pré-história.

Deixa o filho André Toral, fruto da relação com o artista chileno Mario Toral, além de duas netas.

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