Resumo: Em Salvador, durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), especialistas destacaram a relação entre uso excessivo de telas e olho seco em crianças e adolescentes. Médica Ana Paula Silveiro explica o mecanismo e recomenda limitar o tempo de tela a até duas horas diárias para crianças a partir de seis anos e para adolescentes. Pais relatam desconforto frequently e a necessidade de conscientização pública.
Palavras-chave: olho seco, tela, adolescentes, CBO 2026, Salvador, oftalmologia pediátrica.
Salvador, BA — O uso excessivo de celulares e tablets entre crianças e adolescentes pode reduzir a frequência de piscar, favorecendo o olho seco, condição cada vez mais frequente em consultas de oftalmologia pediátrica. O tema ganhou destaque durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), realizado na capital baiana, onde a oftalmologista Ana Paula Silverio explicou que telas posicionadas muito próximas ao rosto diminuem a cadência do piscar, acelerando a evaporação das lágrimas e provocando sensação de secura ocular.
“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, explicou, ao participar de debate durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que está sendo realizado em Salvador até o próximo sábado (12).
Para Ana Paula, o risco é ainda maior entre adolescentes, que passam boa parte do tempo de tela em frente a celulares, a menor das telas e a que mais tem potencial para prejudicar a visão. Outro agravante: o uso do celular, entre adolescentes, geralmente ocorre dentro do quarto, com pouca ou nenhuma iluminação.
“Os adolescentes passam muito mais tempo no celular. Nas escolas, eles já fazem a maior parte dos estudos no tablet ou no computador. Voltam para casa e usam o celular no horário recreativo. A gente ainda vê os pequenos brincando, mas com os adolescentes é mais difícil. Os pais já chegam falando: ‘Doutora, fala pra ele que não pode usar o celular assim’”, contou.
“A gente vive essa era. Só se a gente mandar uma criança ou adolescente pra Marte, pra que ele não tenha contato com o celular. Mas temos sim que tentar diminuir o tempo de uso”, reforçou a oftalmologista, citando o número máximo de duas horas diárias de telas, conforme recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria para crianças acima de 6 anos e para adolescentes.
A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Crédito: Agência Brasil
